Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Professores e pedagogos da rede estadual realizaram um ato na manhã desta quinta-feira, 30/4, em frente à sede do Governo do Amazonas, no bairro Compensa, zona Oeste de Manaus. A mobilização foi organizada pela Asprom Sindical e teve como foco a cobrança por abertura de negociação da data-base salarial junto ao governador interino Roberto Cidade (União Brasil).
De acordo com o sindicato, o reajuste salarial é um direito da categoria, e o ato também foi motivado pela falta de diálogo com o Executivo estadual. A manifestação reuniu profissionais da educação e reforçou a mobilização em torno das pautas da categoria para 2026.
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Cobrança por diálogo
O presidente da Asprom, Lambert Mello, criticou a postura do governo e afirmou que esperava uma condução diferente nas negociações. Segundo ele, a ausência de diálogo repete práticas anteriores da gestão estadual.
“Nós viemos aqui buscar diálogo com esse senhor que imaginávamos ser diferente de Wilson Lima, mas hoje ele provou que não é diferente, que é igual”, afirmou.
O sindicalista também relatou que os manifestantes foram impedidos de entrar na sede do governo por agentes de segurança pública.
“Se ele fosse democrático e justo, também receberia os professores e negociaria a data-base pelo mesmo critério democrático e pelo mesmo critério de justiça. Mas como nós professores não temos armas nas mãos, ele usou a força policial para impedir a nossa entrada no palácio do governo”, disse.
Segundo ele, a categoria tentou acessar o prédio para solicitar uma reunião com o governador interino, mas foi barrada sob a alegação de que não havia autorização para receber o sindicato.
“Companheiros, nós fizemos a tentativa de entrar na sede do governo do estado para buscar diálogo com o governador interino, Roberto Cidade. Vocês que estão acompanhando pela transmissão ao vivo puderam presenciar a força policial dizendo claramente que não havia ordem do governador para receber o sindicato representativo dos professores e pedagogos da capital”, declarou.
Pressão por reajuste
Esta foi a terceira mobilização realizada pela categoria em frente à sede do governo com o objetivo de pressionar pela abertura de negociação da data-base salarial de 2026. Os trabalhadores também reivindicam a realização de uma reunião formal entre representantes do Executivo, a diretoria sindical e uma comissão de servidores.
Entre os principais pontos está o pedido de reajuste de 13%, percentual que, segundo o sindicato, corresponde à recomposição das perdas inflacionárias acumuladas nos últimos anos. A entidade avalia o momento como estratégico para intensificar a pressão sobre o governo interino.
Sem posicionamento
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS procurou o Governo do Amazonas para comentar as reivindicações, mas não houve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.






