Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A disputa pelo Governo do Amazonas em 2026, dentro do Partido Liberal (PL), mantém a decisão de que a professora Maria do Carmo é o nome oficial para o pleito, encerrando especulações sobre uma possível composição como vice na chapa do governador interino, Roberto Cidade (União Brasil).
Promessa e respaldo nacional
A decisão foi consolidada em reunião com o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, o senador e pré-candidato a presidência Flávio Bolsonaro e o deputado federal Alberto Neto.
Em pronunciamento nas redes sociais, Maria do Carmo rechaçou rumores de recuo, afirmando que, entre pessoas sérias, “palavra dada não faz curva”.
A pré-candidata destacou que seu projeto possui apoio “público, notório, claro e declarado” das lideranças nacionais e estaduais.
Segundo ela, a caminhada não é um movimento isolado, mas um projeto construído “pela nossa bancada, pelo nosso pré-candidato ao Senado, o capitão Alberto Neto, e principalmente por milhares de amazonenses”.
Críticas ao grupo de Roberto Cidade
A movimentação de bastidores que tentava atrair o PL para o arco de alianças de Roberto Cidade, visando tempo de TV, fundo partidário e ser reconhecido como o candidato da direita, foi classificada por Maria do Carmo como uma tentativa desesperada de confundir o eleitorado com “fake news e narrativas de bastidor”.
Ao afastar qualquer possibilidade de união com o atual governador interino, a professora questionou a viabilidade eleitoral do grupo adversário.
Ela questionou “quem, em sã consciência, apostaria no apoio do pior governador do Brasil”, referindo-se aos índices de rejeição apontados em pesquisas recentes.
Para a pré-candidata, aceitar tal aliança não seria uma manobra estatégica, mas sim “uma vergonha tão grande que eu não sei se passaria no débito ou no crédito”.
Lançamento oficial em maio
Com a presença de Flávio Bolsonaro, Maria do Carmo anunciou que o lançamento oficial de sua pré-candidatura ocorrerá em maio.
O movimento reafirma a estratégia do PL de manter uma candidatura própria e independente no Amazonas e alinhado aos valores conservadores, fundamentada na “história com a direita amazonense”.






