Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal para investigar o deputado federal Adail Filho (MDB) por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. A decisão ocorre após a apreensão de R$ 1,2 milhão em espécie no aeroporto de Brasília.
De acordo com reportagem da revista Veja, a investigação teve início após agentes da Polícia Federal encontrarem o dinheiro com três empresários amazonenses, em maio do ano passado, durante uma operação no terminal aéreo da capital federal.
Os empresários têm ligação com empresas que mantinham contratos com a Prefeitura de Coari, administrada por Adail Pinheiro (Republicanos), pai do parlamentar.
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Relatórios da Polícia Federal apontam movimentações financeiras consideradas atípicas e possível uso de dinheiro em espécie para ocultar a origem dos valores.
Recursos
Segundo as investigações, o município de Coari teria recebido grandes volumes de recursos públicos por meio de emendas parlamentares destinadas a Adail Filho. A apuração busca esclarecer se parte desses valores foi desviada por meio de contratos firmados com empresas ligadas ao grupo investigado.
O inquérito aberto no STF deverá apurar possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Como o parlamentar possui foro por prerrogativa de função, o caso tramita na Suprema Corte.
Caso
O caso envolve o deputado federal em uma investigação relacionada a três empresários do Amazonas que foram presos em flagrante no ano passado ao transportar R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo em malas no Aeroporto de Brasília.
Em maio de 2025, os empresários César de Jesus Glória Albuquerque, Erick Pinto Saraiva e Wagner Santos Moitinho foram detidos no aeroporto. Os investigados possuem ligações com políticos amazonenses.
Na época, a Polícia Federal informou que as investigações seguiriam em andamento para aprofundar os fatos e identificar outros possíveis envolvidos e eventuais delitos conexos.
A reportagem entrou em contato com a assessoria do deputado Adail Filho para se manifestar sobre o caso e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestações.






