Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) negou nesta sexta-feira, 27/3, que tenha proibido o delegado Marcelo Martins, titular do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), de conceder entrevistas. A autoridade policial conduz as investigações sobre a morte do menino Benício Xavier, de 6 anos, após a aplicação incorreta de adrenalina em um hospital particular de Manaus.
Por meio de nota, o órgão afirmou que não houve determinação para restringir a manifestação do delegado à imprensa, nem solicitação da defesa da médica investigada nesse sentido, ressaltando apenas que houve a ampliação do prazo para conclusão do inquérito policial.
“O MPAM informa que NÃO HOUVE DETERMINAÇÃO para que a autoridade policial se abstivesse de conceder entrevistas, tampouco houve pedido da defesa nesse sentido. No despacho ministerial, houve apenas a dilação do prazo para conclusão do inquérito policial, considerando que a investigação se encontra em fase final”, diz a nota.

A nota destaca ainda que houve um pedido do promotor de Justiça, e não uma determinação, para que o delegado evitasse conceder entrevistas, mas que ele segue à frente das investigações.
“O promotor de Justiça solicitou — e NÃO DETERMINOU — que o delegado responsável evitasse a concessão de entrevistas neste momento. A orientação tem como objetivo resguardar o regular andamento das investigações. O entendimento ministerial é de que o delegado deva permanecer à frente da investigação até sua conclusão”, afirma trecho.
Por fim, o MP-AM reiterou que a medida não possui caráter impositivo ou obrigatório. Trata-se, conforme o órgão, de uma orientação cautelar, dentro dos limites legais, voltada exclusivamente à proteção da investigação até seu desfecho.
O caso Benício segue sob sigilo, e novas informações devem ser divulgadas apenas conforme a legislação permitir.






