Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – As vítimas da queda de um avião monomotor, o piloto Fernando Lúcio Moreira dos Santos Filho e o aluno Ulisses de Oliveira, ocorrida no Aeroclube do Amazonas, devem ser sepultadas neste domingo, 22/3, no Cemitério São João Batista, na zona Sul de Manaus.
O acidente aconteceu no sábado, 21. O Aeroclube do Amazonas informou que a queda ocorreu durante uma manobra de treinamento, a cerca de 30 metros de altura.
De acordo com a instituição, a aeronave realizava uma sessão de instrução de toque e arremetida, procedimento padrão na formação de pilotos, quando perdeu altitude e caiu próximo à lateral da pista do Aeródromo de Flores.
No avião estava o piloto instrutor Fernando Lúcio Moreira dos Santos Filho, de 40 anos. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Segundo familiares, o sepultamento está previsto para a tarde deste domingo, no Cemitério São João Batista.
Já o aluno Ulisses de Oliveira chegou a ser socorrido em estado gravíssimo, com traumatismo craniano severo, e foi levado ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na zona Leste. Apesar do atendimento médico, ele não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.
A vítima está sendo velada em uma funerária na zona Sul da capital, e o sepultamento também será realizado no Cemitério São João Batista, com horário previsto para as 14h30.
As circunstâncias do acidente ainda são investigadas pelo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos e pela Polícia Civil do Amazonas. Até o momento, não há informações conclusivas sobre as causas da queda.
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Acidente durante treinamento
O avião envolvido é um Cessna 152, de matrícula PR-TSM, modelo usado na formação de pilotos. A aeronave ficou tombada em uma área de vegetação e teve a parte frontal e o motor completamente destruídos.
“Durante a manobra, a aeronave, que estaria a cerca de 30 metros de altura, perdeu altitude e caiu próximo à lateral da pista”, informou o Aeroclube do Amazonas em nota.
Em comunicado, o aeroclube destacou a trajetória do piloto Fernando Lúcio, que atuava há seis anos no Aeródromo de Flores e possuía mais de 1.500 horas de voo, sendo mais de 400 na aeronave acidentada.
Ele também era diretor do Centro de Instrução de Aviação Civil do ACA e coordenador de instrução, sendo considerado uma referência na formação de pilotos na região.
O aeroclube informou ainda que está prestando apoio aos familiares, inclusive com assistência psicológica, e que comunicou as autoridades aeronáuticas para as providências legais.






