Redação Rios
AMAZONAS (AM) – A cheia do Rio Purus, que passa pelo município de Lábrea, no interior do Amazonas, levou o Ministério Público do Amazonas (MPAM) a cobrar providências da prefeitura e do Governo do Estado para evitar prejuízos à população.
A Promotoria de Justiça de Lábrea instaurou a Notícia de Fato nº 157.2026.000049 para acompanhar a situação e verificar quais medidas estão sendo adotadas pelo poder público para prevenir e reduzir possíveis impactos da subida do rio.
O MP solicitou que a Prefeitura de Lábrea e a Casa Civil do Governo do Amazonas apresentem, no prazo de até 10 dias, informações sobre o nível atual do Rio Purus no município, se já existem comunidades ou áreas urbanas atingidas ou em risco de inundação, quais medidas preventivas e emergenciais estão sendo tomadas, além da existência de um plano de contingência para o período de cheia.
O órgão também pediu uma estimativa de quantas famílias podem ser afetadas pela enchente.
À Defesa Civil Municipal, o Ministério Público solicitou informações atualizadas sobre o monitoramento do nível do rio e sobre as ações de prevenção e resposta que estão sendo realizadas no município.
Segundo o promotor de Justiça Elison Nascimento da Silva, responsável pelo procedimento, o objetivo é garantir que o poder público esteja preparado para proteger a população.
“Compete ao Ministério Público a defesa dos interesses sociais e a fiscalização da adequada prestação dos serviços públicos, portanto mostra-se necessária a adoção destas providências preliminares”, afirmou o promotor.
De acordo com dados da Defesa Civil divulgados nesta terça-feira, 10/3, pelo menos 14 municípios do Amazonas estão em estado de alerta para inundação. Outros cinco já estão em situação de emergência: Atalaia do Norte, Boca do Acre, Carauari, Eirunepé e Itamarati.
*Co informações da Agência Brasil






