Caio Silva – Rios de Notícias
IRANDUBA (AM) – O ativista ambiental Matheus Garcia utilizou as redes sociais nesta terça-feira, 10/2, para denunciar a situação do lixão localizado no município de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, e cobrar providências quanto às condições do espaço.
Em vídeo publicado nas plataformas digitais, é possível ver o lixão a céu aberto, com toneladas de resíduos expostos, o que, segundo o ativista, representa risco à saúde pública das comunidades que vivem nas proximidades.
De acordo com Garcia, apesar do anúncio de milhões de reais em recursos públicos para obras de infraestrutura no município, a população ainda convive com um lixão mantido pela própria prefeitura. “No plano de governo, a promessa era bastante clara”, afirmou.
Leia também: Ideal seria direita a se unir para eleger Flávio Bolsonaro no 1º turno, diz Costa Neto
Gestão de resíduos
Segundo o ativista, a gestão municipal deveria ter avançado na política de resíduos sólidos e solucionado o problema do lixão. No entanto, ele afirma que o espaço aumentou nos últimos anos, assim como os riscos de contaminação e doenças.
“Enquanto a prefeitura promete no papel, quem mora aqui convive com ratos, moscas, fumaça tóxica e doenças”, declarou.
Matheus Garcia ressaltou que o problema é conhecido pelos moradores e, segundo ele, vem sendo ignorado há pelo menos seis anos. A atual gestão está à frente da prefeitura desde 2020. Para o ativista, a situação vai além de uma questão ambiental e se tornou um problema grave de saúde pública.
“O chorume infiltra no solo, contamina a água e compromete a área por décadas”, alertou.
Omissão
Garcia criticou ainda a proposta da prefeitura de construir um aterro sanitário no local. Para ele, implantar a estrutura em uma área já contaminada não resolveria o problema. “Áreas como essa podem levar mais de 30 anos para se recuperar. Ignorar isso é irresponsabilidade”, afirmou.
O ativista informou que o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) acompanha o caso e cobra providências. “Se o órgão está investigando, é porque houve falha do poder público. Omissão também é escolha”, declarou.
Fiscalização
No mês passado, o MP-AM reforçou a obrigação do município de adotar medidas adequadas para a destinação final dos resíduos sólidos, conforme ação civil pública ajuizada pelo órgão.
Diante da situação, a promotoria requisitou ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) a realização de fiscalização técnica, com emissão de laudo para avaliar a necessidade de eventual interdição do local.
O Ministério Público também informou que solicitará esclarecimentos ao órgão estadual sobre o andamento do plano de construção de um aterro sanitário próprio para o município. Representantes do Executivo municipal informaram que foram liberados R$ 5 milhões, destinados pelo Governo do Amazonas, para a elaboração do projeto.
Posicionamento
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a Prefeitura de Iranduba e com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) para solicitar posicionamento sobre a situação do lixão, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.






