Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A paralisação dos trabalhadores do transporte público foi suspensa na tarde desta terça-feira, 10/2, após a garantia do pagamento dos benefícios atrasados pela Prefeitura de Manaus e pelo Governo do Amazonas.
Segundo os trabalhadores, o pagamento dos salários deveria ter sido realizado até o quinto dia útil de fevereiro, o que não havia ocorrido. Os rodoviários apontam que o atraso aconteceu devido à falta de repasse dos valores referentes ao custeio do transporte de estudantes da rede estadual de ensino, que seria de responsabilidade do Governo do Amazonas.
Repasses da prefeitura
No entanto, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), afirmou que a prefeitura tem cumprido os repasses mensais ao sistema de transporte coletivo. Segundo ele, o município destinou cerca de R$ 30 milhões ao setor apenas neste mês, para garantir o funcionamento dos ônibus e o pagamento dos trabalhadores.
Ainda de acordo com o prefeito, o repasse regular ao sistema gira em torno de R$ 30 milhões por mês. Em fevereiro, a prefeitura já havia transferido R$ 22 milhões e decidiu antecipar outros R$ 8 milhões, que só seriam pagos no fim do mês, como forma de evitar atrasos salariais e uma possível greve.
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Acordo judicial
O governador Wilson Lima também se manifestou, afirmando que vem cumprindo o acordo firmado na Justiça e realizando regularmente os pagamentos referentes ao Passe Livre Estudantil.
Segundo o Executivo estadual, as medidas adotadas têm como objetivo garantir a continuidade do benefício aos estudantes de Manaus e evitar impactos no funcionamento do transporte coletivo.
“Nós temos uma parceria com o Sinetran para garantir o pagamento do passe-livre estudantil, que é aquela diferença que o estudante paga na catraca de R$ 2,50. Nós tivemos um embate com relação a esse valor do ano passado. Nós recorremos à Justiça e fizemos um depósito em juízo. Fizemos isso já no final do ano e aí ficou acordado que a gente fizesse um outro depósito para esse ano. E, assim, a gente está procedendo”, afirmou Wilson.
As negociações seguem em andamento para encerrar o impasse. A gestão estadual diz buscar uma solução que garanta o transporte gratuito aos estudantes e preserve o equilíbrio financeiro do sistema.






