Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) decretou a prisão preventiva do policial militar Cássio Rodrigues Dias Pinto, motorista da viatura que atropelou e matou dois cães em Manaus.
O caso aconteceu no dia 1º de fevereiro. Imagens de câmeras de vigilância mostram os animais parados na via quando foram atingidos pela viatura policial, que seguiu sem parar. Os donos dos cães registraram um Boletim de Ocorrência (BO), e os corpos dos animais foram recolhidos pela perícia.
O juiz plantonista decretou a prisão preventiva de Cássio Rodrigues, por ele ser o condutor do veículo no momento do atropelamento. Já os outros dois policiais envolvidos, Fernando Rufino e Thiago da Fonseca, tiveram a liberdade concedida e irão responder ao processo em liberdade.
A Associação das Praças do Estado do Amazonas (APEAM) informou, por meio de nota, que os direitos fundamentais do policial militar estão sendo desrespeitados, uma vez que ele não preencheria os requisitos legais para a manutenção da prisão.
“A APEAM informa que logrou êxito em garantir a liberdade de seus associados durante a audiência de custódia. A Associação entende que direitos fundamentais do policial militar estão sendo desrespeitados, uma vez que ele não preenche os requisitos legais para a manutenção da prisão. Trata-se de militar sem histórico de reincidência, possuidor de emprego e residência fixa, além de ser responsável pelo acompanhamento do tratamento médico de sua filha, de apenas 9 anos de idade”, diz trecho da nota.

Afastamento
Na segunda-feira, 2, os policiais militares envolvidos no atropelamento de dois cães em Manaus foram afastados das atividades de rua. A informação foi confirmada em nota divulgada pela Polícia Militar do Amazonas (PM-AM).
Segundo a corporação, o afastamento ocorrerá até a conclusão das investigações que apuram as circunstâncias do atropelamento envolvendo a viatura da PM. Após tomar conhecimento do caso e identificar os policiais envolvidos, a PM-AM instaurou um processo administrativo por meio da Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD).
Em nota, a corporação afirmou que não compactua com esse tipo de conduta e solicitou rigor na apuração dos fatos. Os policiais teriam sido identificados no 6º Distrito Integrado de Polícia (6º DIP).






