Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O governo federal publicou nesta sexta-feira, 23/1, o decreto que oficializa a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Barcarena, município localizado na região metropolitana de Belém. A área terá 271 hectares e foi aprovada em novembro de 2025 pelo Conselho Nacional das ZPEs.
O empreendimento já nasce com um projeto-âncora definido. A empresa Bravo Metals Ltda. vai instalar uma indústria de processamento de metais como platina, níquel e cobre.
O investimento previsto é de R$ 1 bilhão, com geração estimada de 2.500 empregos na fase de implantação e cerca de 210 postos de trabalho diretos e indiretos durante a operação.
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O objetivo, segundo o governo federal, é atrair mais investimentos e fortalecer a competitividade do país no mercado externo. Vale ressaltar que o município de Barcarena já é considerado um dos principais polos logísticos e industriais do Pará.
E a Zona Franca de Manaus?
Segundo o economista Altamir Cordeiro, ouvido pelo Portal RIOS DE NOTÍCIAS, em princípio, a ZPE de Barcarena não concorre diretamente com a Zona Franca de Manaus.
“Em Barcarena já existe um polo industrial consolidado e um porto estratégico, baseado principalmente na indústria do alumínio. As ZPEs são voltadas à exportação dos produtos e têm como objetivo o desenvolvimento regional, com geração de emprego e renda”
Altamir Cordeiro, economista

No entanto, o especialista ressalta que o objetivo do novo polo não seja disvirtuado. “É preciso atenção para que esse projeto não seja desvirtuado e que indústrias não passem a usar benefícios fiscais para produzir bens voltados ao mercado interno”, pontua.
O que é uma ZPE?
As Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) são áreas criadas para estimular as exportações brasileiras, promover a difusão tecnológica e reduzir desigualdades regionais.


Empresas instaladas nessas áreas têm acesso a benefícios tributários, cambiais e administrativos, desde que a produção seja destinada majoritariamente ao mercado externo, e não ao interno, como é o caso da Zona Franca de Manaus.
Entre os incentivos estão a suspensão ou isenção de impostos como IPI, PIS, Cofins, Imposto de Importação e AFRMM na compra de máquinas, equipamentos, insumos e matérias-primas.
Com o decreto publicado, o governo do Pará tem 90 dias para definir a empresa administradora da ZPE e até 24 meses para iniciar as obras. Para entrar em operação, a área ainda precisará passar pelo alfandegamento da Receita Federal.






