Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão preventiva de Gabriel Henrique da Silva de Souza, gerente da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon).
A decisão foi proferida na segunda-feira, 5/1, pelo ministro Herman Benjamin. Gabriel Henrique foi preso em outubro de 2025 durante a Operação Metástase, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Amazonas (MP-AM).
A investigação apura fraudes em licitações e cobrança de propinas entre 30% e 50% sobre contratos de unidades de saúde pública. A defesa do gerente entrou com dois habeas corpus no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), alegando falta de fundamentação na prisão preventiva.
Ambos os pedidos foram rejeitados antes do julgamento do colegiado do TJAM.
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Operação Metástase
Três servidores públicos ligados a diferentes unidades de saúde do Amazonas foram presos em outubro durante a Operação Metástase, deflagrada pelo MP-AM.

Entre os detidos estão duas diretoras de maternidades e um gerente financeiro da Fundação Cecon, todos suspeitos de envolvimento em um esquema de fraude em licitações, pagamento de propinas e desvio de recursos públicos da saúde.
A operação foi conduzida pela 77ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e pelo GAECO. Além das prisões, os suspeitos tiveram contas bancárias bloqueadas e foram afastados de suas funções públicas por decisão judicial.
Segundo o promotor Ednaldo Aquino Medeiros, a operação é a segunda fase da Operação Jogo Marcado e recebeu o nome de “Metástase” por evidenciar a disseminação do esquema criminoso em várias unidades de saúde do estado.
“O grupo criminoso atuava de forma semelhante em diferentes órgãos: fraudando licitações, pagando propinas a servidores e descumprindo contratos, o que comprometia o atendimento à população, especialmente em maternidades e unidades de pronto-atendimento (UPAs)”, afirmou o promotor.






