Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Familiares do borracheiro Sidney da Silva Pereira, morto a facadas no dia de Natal, realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira, 29/12, em frente à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), no bairro Jorge Teixeira, zona Leste de Manaus.
O assassinato ocorreu um dia após o empresário Diogo Marcel Dill, de 34 anos, suspeito do crime, se entregar à polícia. O homem é apontado como o autor das facadas que mataram Sidney, de 36 anos.
Segurando os cartazes, muitos familiares e colegas pediram justiça. Entre as mensagens exibidas estavam frases como “Justiça pelo pai de família”, “Justiça pelo meu filho” e “Assassino merece prisão”.
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O crime aconteceu na manhã do dia 25 de dezembro, na avenida Camapuã, bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus. Segundo a Polícia Civil, a discussão começou por causa de música alta.
Sidney estava em frente à própria borracharia quando foi obrigado pelo vizinho a baixar o volume do som. A situação evoluiu para uma briga, e Diogo Marcel teria desferido vários golpes de faca contra a vítima.
O borracheiro chegou a ser socorrido e levado para uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos. Na sexta-feira, 26, o Tribunal de Justiça do Amazonas decretou a prisão temporária de Diogo Marcel Dill por 30 dias.
Mesmo assim, ele só se apresentou à polícia no domingo, 28, acompanhado de um advogado.
Família do suspeito apresenta outra versão
Após o crime, um vídeo gravado minutos antes da morte de Sidney passou a circular nas redes sociais. As imagens divulgadas pela família do suspeito, mostram o borracheiro agredindo um homem e uma mulher durante uma confusão em frente ao próprio estabelecimento.
Segundo informações de testemunhas, pessoas próximas ao suspeito afirmam que a briga não teria começado por causa do som alto, mas por um caso de violência doméstica, na qual Diogo teria tentado intervir. A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) informou que o caso segue sob investigação.






