Redação Rios
BRASIL – O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), protocolou nesta sexta-feira, 19/12, um requerimento solicitando novamente a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No início do mês, a comissão havia rejeitado um pedido semelhante, em meio a articulações da base do governo que garantiram maioria no colegiado.
O tema voltou a ganhar força após a Polícia Federal revelar que o lobista Antônio Carlos Camilo, conhecido como “Careca do INSS”, repassou R$ 300 mil a Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. Segundo a investigação, os pagamentos teriam sido destinados a uma pessoa identificada como “o filho do rapaz”. Ao todo, a consultoria do lobista transferiu R$ 1,5 milhão para a empresa de Roberta em parcelas de R$ 300 mil.
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Roberta foi alvo de busca e apreensão e teve de usar tornozeleira eletrônica na operação realizada na quinta-feira, 18. A PF também encontrou diálogos entre ela e o lobista com referências a “Fábio” e a “nosso amigo”. A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que autorizou medidas cautelares, não cita Lulinha nominalmente.
Além da convocação de Lulinha, Gaspar protocolou requerimento para que Roberta preste depoimento na CPMI. O relator também solicitou a convocação do senador Weverton Rocha (PDT-MA), de seu ex-assessor Gustavo Gaspar e do ex-secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal. Segundo a Polícia Federal, o trio atuava sob o comando do parlamentar, que seria o operador político do esquema de descontos ilegais.
De acordo com a PF, Weverton Rocha seria sócio oculto do esquema e beneficiário final das operações financeiras da organização criminosa, usando Gustavo Gaspar e Adroaldo Portal para receber valores oriundos de ilícitos. A Polícia Federal chegou a pedir a prisão preventiva do senador, mas o ministro André Mendonça negou, destacando que a medida exige “extrema cautela”.
“A decisão judicial que determina a prisão de um parlamentar acarreta efeitos drásticos em uma República, notadamente por inviabilizar o pleno exercício do mandato parlamentar. Por mais que seja possível citada medida, cuida-se de provimento judicial que exige extrema cautela”, afirmou o ministro.
Para os investigadores, Weverton oferecia sustentação política ao esquema e garantia a continuidade dos descontos ilegais.
*Com informações da Agência Estado












