Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Doze casas já foram soterradas após o deslizamento de um grande barranco na rua Fábio de Lucena, no bairro Mauazinho, zona Leste de Manaus. O barranco continua cedendo diariamente, e a situação se agrava durante o período chuvoso, aumentando o medo e a insegurança das famílias que permanecem na área.
Moradores relatam que há anos alertam autoridades, mas nenhuma solução definitiva foi apresentada até o momento. O sentimento predominante é de abandono, incerteza e desespero.
“Estamos há quatro anos pedindo socorro. Peço que Deus toque no coração deles, porque a situação está demais. Venham nos socorrer, pelo amor de Deus! Será que vamos amanhecer todos mortos? Pedimos socorro”, desabafa Raimundo Mesquita, comerciante da região.

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A atendente Marcilene Gomes Carvalho também expressa indignação: “A gente luta tanto, gasta nosso suor no trabalho e perde nossos bens, e ninguém olha por nós. A cratera já está atingindo a rua principal e ninguém aparece para resolver. A gente tem que perder a vida para alguém tomar providência?”, questiona.

Sem apoio efetivo do poder público, alguns moradores tentam minimizar os danos por conta própria. “Gastei muito dinheiro colocando lonas para ver se ameniza o problema até a prefeitura aparecer e fazer alguma coisa. A gestão do prefeito está péssima”, afirmou Valdilene Silva, trabalhadora autônoma.

Auxílio aluguel considerado insuficiente
Equipes da Prefeitura e da Defesa Civil estiveram no local, marcaram as casas em área de risco e orientaram as famílias a deixarem os imóveis, oferecendo um auxílio-aluguel de R$ 600. Segundo os moradores, o valor é insuficiente diante do alto custo de vida em Manaus.
“Não temos para onde ir. O auxílio, além de ser por apenas um ano, é muito baixo. Onde vamos morar? Eu, por exemplo, estou desempregada”, questiona Jucilane Marcolina, de 62 anos, dona de casa.

A revolta aumenta ao comparar prioridades do poder público. Marcilene Gomes conclui: “A população aqui está precisando de ajuda, enquanto colocaram uma roda-gigante na Ponta Negra. Precisam olhar para as pessoas humildes, porque estamos perdendo nossas casas”.
A reportagem buscou respostas com a Prefeitura de Manaus e a Defesa Civil do município, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem.






