Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Bruno Freitas e Joice Xavier, pais de Benício Xavier de Freitas, de seis anos, falaram nesta quarta-feira, 3/12, na Câmara Municipal de Manaus, sobre o atendimento recebido pelo filho na madrugada de domingo, 23/10, no Hospital Santa Júlia. O menino morreu após complicações durante o atendimento médico, e os pais relataram emocionados a própria versão dos fatos.
A convite do vereador João Paulo Janjão (Agir), que cedeu seu tempo no pequeno expediente, o casal descreveu o que ocorreu naquela madrugada. Segundo eles, Benício chegou ao hospital com suspeita de faringite e foi atendido por uma médica plantonista, que teria prescrito adrenalina aplicada diretamente na veia.
Após a primeira dose, a criança piorou rapidamente. Os pais também afirmam que houve demora no atendimento, mesmo diante da gravidade.

“Não falo apenas como cidadão, mas como um pai que perdeu seu único filho. Nosso menino saiu de lá em um saco preto após receber 3 ml de adrenalina, uma dose inadequada, que provocou seis paradas cardíacas. Nenhum pai leva seu filho para o hospital para morrer”, disse Bruno, muito emocionado.
Indignação na Câmara
Diversos vereadores manifestaram solidariedade e indignação diante do caso. “A morte do Benício é uma tragédia que não pode passar impune. Manaus precisa de respostas e justiça”, afirmou Janjão.
O vereador Rodrigo Guedes (Progressistas) reforçou a necessidade de investigação rigorosa. “Nada trará o Benício de volta, mas a justiça precisa ser feita. Esta Casa deve se comprometer a acompanhar o caso pelas comissões.”


Dione Carvalho (Agir) destacou a força da criança. “Benício foi um guerreiro e nos mostrou que, mesmo em meio à dor, é possível espalhar luz e amor”, disse
Já Sérgio Baré (PRD) cobrou responsabilidade dos envolvidos. “Os profissionais precisam responder pelos seus atos, mas quero ver firmeza também nas investigações que envolvem a unidade de saúde.”
Pedido de fiscalização
Bruno Freitas aproveitou o momento para pedir que a Câmara crie mecanismos de fiscalização, modernização dos sistemas e revisão dos protocolos de atendimento hospitalar, para evitar que outras famílias sofram o mesmo.
“Que a história do meu filho salve vidas. Estamos aqui para honrá-lo. Pedimos justiça pelo Benício. A luta continua”, finalizou.






