Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um homem identificado como Ronaldo Davi Nascimento Mendes, conhecido como “Jogador”, foi preso na noite desta terça-feira, 2/12, por suspeita de envolvimento no assassinato de Júlio César Santos das Chagas, 34 anos, morto a tiros no estacionamento do Shopping Ponta Negra, na zona Oeste de Manaus, em outubro deste ano.
A prisão foi realizada por policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam). O suspeito foi encaminhado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
Ronaldo Mendes foi detido no bairro Colônia Oliveira Machado, zona Centro-Sul, na rua 13 de Maio, área que, segundo testemunhas, é conhecida por ser dominada pelo tráfico de drogas. A polícia chegou ao local após receber denúncias anônimas.
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De acordo com as investigações, o suspeito teria sido o autor dos disparos que mataram Júlio César. No entanto, durante depoimento, ele negou participação no crime.
O preso permanece custodiado na DEHS, deve passar por exame de corpo de delito e será apresentado em audiência de custódia.
Execução no estacionamento
O crime ocorreu em 1º de outubro. Júlio César foi atingido por vários tiros quando estava em frente a uma loja no interior do estacionamento do shopping.
Segundo testemunhas, o atirador chegou em uma motocicleta, aguardou a vítima descer do carro e, quando ela caminhava em direção à loja, efetuou os disparos.
Vídeos que circularam nas redes sociais mostram clientes e funcionários em pânico após o ataque. Júlio César chegou a ser socorrido e levado ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Joventina Dias, mas não resistiu.
Outros suspeitos
Dois outros envolvidos, Eduardo Fernandes Torres e Matheus Marreiros de Lima, foram presos no dia 15 de outubro. Ronaldo Mendes estava foragido à época.
A operação que resultou nas prisões, batizada de Thrasos – palavra grega que significa “ousadia” – apontou que o assassinato teve participação de uma facção criminosa. Câmeras de segurança registraram o momento em que a vítima é atacada ao sair do carro.
Segundo o delegado Ricardo Cunha, titular da DEHS, o crime foi “planejado e executado com frieza”.






