Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um voo que partiria de Manaus com destino a Maiquetía, na Venezuela, na noite de sábado, 29/11, foi cancelado após uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou o fechamento “por completo” do espaço aéreo “sobre” e “nos arredores” da Venezuela.
A declaração foi feita nas redes sociais, na plataforma Truth Social, da qual Trump é proprietário. Na publicação, ele destacou que as companhias aéreas devem considerar o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela totalmente fechado. No texto, Trump menciona pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas.
“A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas: considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela totalmente fechado. Obrigado a todos pela atenção a este assunto”, disse Trump.

O governo americano considera Maduro chefe de uma organização narcoterrorista, o chamado “Cartel de los Soles”, argumento utilizado para justificar a ampliação da presença militar dos Estados Unidos no sul do Caribe. Até o momento, não há previsão de retorno dos voos internacionais e regionais para a Venezuela.
Na última sexta-feira, 21, Trump já havia emitido um alerta para que as companhias aéreas “exercessem cautela” e evitassem sobrevoar o espaço aéreo venezuelano. No entanto, a expressão “espaço aéreo fechado”, usada agora pelo presidente, não havia sido mencionada anteriormente.
Ofensivas terrestres podem começar em breve
Na quinta-feira, 27, Trump afirmou que ofensivas terrestres contra o narcotráfico na Venezuela devem começar “muito em breve”, sem detalhar como a ação ocorrerá. Durante uma conferência com militares, o presidente disse que o tráfico de drogas por mar está diminuindo e que os Estados Unidos passarão a impedir também o transporte por terra, considerado por ele “mais fácil”.
“Alertamos eles a pararem de enviar veneno para o nosso país”, acrescentou ele.
Desde agosto, forças americanas atacaram 21 embarcações no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, identificadas como suspeitas de tráfico internacional de drogas. As ações já deixaram 83 mortos, segundo a imprensa internacional.






