Redação Rios
BRASÍLIA (DF) – As defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos demais réus envolvidos nos atos de 8 de janeiro se manifestaram após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a execução das penas dos réus do núcleo 1 relacionado aos atos antidemocráticos.
Ao determinar a prisão imediata dos sete condenados, o ministro também definiu o local de início do cumprimento das penas. Confira as manifestações dos advogados:
Jair Bolsonaro
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou estar surpresa com a execução imediata da condenação e destacou que ainda caberia a apresentação de mais um recurso contra a pena de 27 anos e três meses imposta no processo dos atos de 8 de janeiro.
Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, o regimento interno do STF prevê a possibilidade de apresentação de embargos infringentes.
“Cabe lembrar que, por ocasião do julgamento do ex-presidente Fernando Collor (AP 1025) e também do caso Débora Rodrigues dos Santos (AP 2508), só se certificou o trânsito em julgado após o ajuizamento dos embargos infringentes, sendo surpreendente para a defesa a certidão de trânsito em julgado, com a inadmissibilidade de um recurso ainda não proposto”, declarou o advogado.
Braga Netto
O advogado José Luis Oliveira afirmou que a defesa recebeu com indignação a decisão. Para ele, a condenação do general é “absolutamente injusta e contrária às provas dos autos”.
“Infelizmente, vemos que o processo está terminando como começou: com violação sistemática ao direito de defesa. Seguiremos tomando todas as medidas cabíveis para defender os direitos do general Braga Netto, inclusive perante cortes internacionais.”
Augusto Heleno
O advogado Mateus Milanez disse que a defesa se manifesta com “profunda indignação” e afirmou que o processo teria se desviado de sua finalidade por influência política.
“Reafirmamos a absoluta inocência do general Augusto Heleno. Diante da ilegalidade e da perseguição, nossa luta pela anulação deste processo viciado e pelo reconhecimento formal de sua inocência será incansável e intransigente.”
Anderson Torres
A defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres declarou ter recebido com “serenidade” a decisão que determinou sua prisão. O advogado Eumar Novacki reiterou que Torres não teve participação nos atos de 8 de janeiro.
“Lamenta que as inúmeras provas que demonstram não estar envolvido, direta ou indiretamente, com qualquer tentativa de golpe de Estado tenham sequer sido consideradas na decisão que o condenou a uma pena duríssima de 24 anos de prisão.”
A reportagem busca contato com as defesas do ex-ministro da Defesa Paulo Sergio Nogueira e do almirante Almir Garnier.
*Com informações da Agência Brasil






