Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A roda-gigante da Ponta Negra foi palco de desespero após uma pane técnica deixar dezenas de pessoas presas nas alturas por cerca de uma hora, na noite desse sábado, 22/11. Após o incidente, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), acusou a oposição de “sabotagem”.
Em publicação nas redes sociais, o prefeito afirmou que há vídeos indicando que integrantes da equipe do autor da denúncia, o vereador suplente Amauri Gomes (União Brasil), teriam tentado “cortar o fio da roda-gigante”. Ele também disse que o equipamento parou depois que Amauri gravou um vídeo “meia hora antes” denunciando uma suposta ligação clandestina no local.
O prefeito criticou o fato de o vereador ter aberto a caixa de energia, afirmando que “só de abrir aquela caixa, ele já está cometendo crime”.
David também atacou Amauri, dizendo que se trata de alguém que estaria tentando “lacrar” e que acabou “cometendo crimes”. Segundo ele, Amauri “está na delegacia” e a gestão vai apresentar uma representação para que ele responda por “ato de sabotagem” e por “colocar a vida das pessoas em risco”.
Nos comentários da própria publicação, internautas questionaram a narrativa do prefeito. “O vereador estava acompanhado com a polícia no local onde ele filmou. O prefeito acusou, tem que provar que houve sabotagem”, disse um usuário.
Outros criticaram o fato de a empresa Wheel Manaus, responsável pela operação, ter sido criada recentemente.
“A pergunta que não quer calar: por que a empresa foi criada há 5 dias?” e “O senhor sabe que tem irregularidades nesse empreendimento; uma empresa que surgiu há 4 dias nem existe no endereço”, comentaram.


Denúncia antecederam pane na roda-gigante
Momentos antes da paralisação, Amauri, que é engenheiro elétrico, realizou uma inspeção nas ligações da estrutura e acusou a existência de ligação clandestina, apontando risco de curto-circuito, incêndio e paralisação.
Segundo ele, “existe um problema de risco de vida porque, se isso aqui dá um curto do jeito que está ligado de forma clandestina, vai matar meio monte de gente aqui em cima”.
A situação virou caso de polícia. Amauri registrou boletim de ocorrência e afirmou que vai solicitar perícia para esclarecer a origem do apagão.
Prefeitura nega ligação clandestina
Nas redes sociais, David Almeida voltou a negar qualquer ligação clandestina e afirmou que a denúncia “não procede”.
Segundo o prefeito, nenhum permissionário da Ponta Negra possui medidor individual, pois toda a área funciona a partir de cinco subestações que abastecem pipoqueiros, feirantes e demais comerciantes.
Ele afirmou que todos pagam uma taxa mensal e que a conta de energia “fica no Implurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano), responsável pela administração do complexo)”.






