Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O deputado federal Silas Câmara (Republicanos) divulgou uma nota oficial nesta terça-feira, 4/11, em que nega qualquer irregularidade envolvendo ele e seus familiares nas movimentações financeiras citadas pelo deputado Alfredo Gaspar, relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
A comissão, que investiga fraudes no sistema previdenciário, apontou suspeitas de pagamentos feitos pela Confederação Brasileira da Pesca (CBP) à família do parlamentar, por meio de empresas privadas. Silas afirmou que as menções ao seu nome são “indevidas” e que os contratos mencionados são “legais”.
“Não existe qualquer irregularidade envolvendo a mim e a minha família. Todas as relações citadas ocorreram entre empresas regulares, corretas e constituídas nos termos da lei, sem qualquer participação ou interferência pessoal de minha parte”, afirmou o parlamentar na nota oficial.
Segundo o deputado, todos os serviços foram prestados com notas fiscais emitidas, tributos recolhidos e documentação disponível para verificação. O deputado também criticou o que chamou de “denúncia precipitada”, alegando que poderia ter sido procurado pelos responsáveis pela investigação.
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Denúncia pública
A denúncia contra Silas Câmara foi apresentada durante a sessão da CPMI do INSS na última segunda-feira, 3/11, quando o relator do colegiado, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), apontou que a Confederação Brasileira da Pesca teria efetuado pagamentos a familiares do parlamentar por meio de uma empresa contratada.
Segundo o relator, a CBPA teria utilizado a empresa Network Serviços de Comunicação para transferir valores a dois filhos de Silas — Heber Tavares Câmara e Milena Câmara — e também aos irmãos do deputado, o pastor Jonatas Câmara, presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas, e o deputado estadual Dan Câmara (Podemos). Além da esposa do parlamentar, a deputada federal Antônia Lúcia (Republicanos-AC).
“Eu não poderia deixar de trazer aqui que toda a família, a começar do irmão, dos filhos e da esposa, receberam recursos dessa CBPA através de algumas empresas que levantam muitas suspeitas. Eu não posso ser covarde ao ponto de não trazer ao colegiado as descobertas feitas pela equipe técnica”, comentou Gaspar.
As transações, conforme o relator, levantam suspeitas de envolvimento da família em um esquema de repasses ilegais de recursos da confederação. Durante o depoimento, o presidente da CBPA, Abraão Lincoln Ferreira, admitiu conhecer o parlamentar, mas negou irregularidades. Ele foi preso em flagrante por falso testemunho.












