Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O ex-vereador e advogado Chico Preto (PL) protocolou um pedido formal ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) solicitando esclarecimentos sobre a existência de recursos deixados pelo ex-governador e atual senador Omar Aziz (PSD) para as obras da Cidade Universitária, localizada em Iranduba.
O documento foi divulgado nesta sexta-feira, 10/10, e tem como objetivo verificar se há comprovação documental da declaração de Omar Aziz, que afirmou, em entrevista ao jornalista Ronaldo Tiradentes, ter deixado recursos empenhados e disponíveis para a execução do projeto.
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Pedido de comprovação documental
Chico Preto pede ao TCE que informe se existem registros contábeis, processos de prestação de contas ou relatórios fiscais que atestem a existência dos recursos mencionados. Além disso, solicita que, caso tais documentos existam, sejam fornecidos os números dos processos, cópias completas, ano financeiro e comprovantes relacionados.
“O objetivo é permitir uma análise técnica e garantir à população do Amazonas acesso às informações sobre os recursos públicos investidos no projeto”, destacou Chico Preto. O pedido se baseia na Constituição Federal e nas normas internas do TCE, que garantem o direito à transparência e à fiscalização dos gastos públicos.
Histórico da obra
A Cidade Universitária foi uma iniciativa lançada durante a gestão de Omar Aziz como governador do Amazonas. O projeto previa um investimento inicial de R$ 300 milhões.
No entanto, após sua saída do governo em 2014, as obras foram paralisadas, mesmo com cerca de R$ 100 milhões já investidos à época. Em 2018, estimativas apontavam que o custo para conclusão da obra havia subido para R$ 700 milhões.
Declarações e contrapontos
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Chico Preto exibiu trecho da entrevista em que Omar Aziz afirma: “Todo o dinheiro estava dentro pra fazer. Não fizeram porque não quiseram”. O ex-vereador rebateu a fala dizendo que, se realmente os recursos foram deixados em caixa, deveriam existir empenhos, ordens de pagamento e registros contábeis comprobatórios.
“Até agora, não há nada que comprove esse tal dinheiro deixado. Restos a pagar são como comprovantes. E se o dinheiro ficou, tem que haver documentos que sustentem isso”, afirmou Chico Preto.
Sem resposta
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS procurou a assessoria do senador Omar Aziz, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.






