Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O deputado estadual Wilker Barreto (Mobiliza) criticou, nesta quarta-feira, 17/9, tanto a redução anunciada do IPVA quanto os contratos bilionários das Organizações Sociais de Saúde (OSS) que gerenciam hospitais no Amazonas.
Em entrevista ao quadro Jogo Limpo, na Rádio Rios FM 95.7, o parlamentar afirmou que a medida do governo sobre o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) não representa um ganho real para a população, já que o imposto sofreu aumento em 2022, e alertou que os contratos da saúde somam bilhões sem trazer avanços perceptíveis no atendimento.
Wilker lembrou que foi um dos parlamentares que votou contra o pacote de aumento de impostos aprovado em dezembro de 2022 pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que elevou as alíquotas do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), do ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação) e do IPVA – este último dobrou passando de 2% para 4%.
“É uma forma também de o governo arrecadar. Vamos ser sinceros que o governo não está fazendo isso porque é bonzinho. É porque percebe que a inadimplência está grande e, para não deixar isso passar para a dívida ativa, se chama num refis para poder melhorar o caixa. Mas eu não vejo isso como uma vitória da sociedade. Vitória da sociedade seria um refis hoje com os preços de 2022, não com os preços majorados e elevados, como foi feito na última votação de 2022”, criticou o deputado.
Saúde do Amazonas
Wilker também voltou a cobrar mais transparência nos contratos das OSS, modelo de gestão que passou a administrar o Complexo Hospitalar Sul – que engloba o Hospital 28 de Agosto e a Instituto da Mulher Dona Lindu – desde dezembro de 2024.
Segundo ele, o sistema continua sem apresentar resultados compatíveis com os altos valores dos contratos.
“Eu desafio qualquer um a entrar nos portais da Secretária de Saúde (SES) e de qualquer OSS já contratada e encontrar as produtividades, toda a produção. Não tem. O que existe hoje é uma grande cortina de ferro”, disse.
O parlamentar citou números que considera alarmantes.“O contrato que envolve 28 e Dona Lindu passará dos R$ 2 bilhões em cinco anos. O contrato com o Platão Araújo, em cinco anos, performa R$ 1,4 bilhão. Vão fazer agora João Lúcio e Joãozinho. Aí é um bilhão pra cá, um bilhão pra lá e, quando a gente perceber, já vai estar rodando na saúde de quatro a cinco bilhões em cinco anos. Isso é um absurdo e o sistema não está melhorando”, alertou.






