Iris Fontenele – Rios de Noticias
MANAUS (AM) – Um grupo de mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) realizou um protesto na manhã desta quarta-feira, 17/9, em frente ao Fórum Henoch Reis, no bairro São Francisco, zona Sul de Manaus.
A manifestação foi motivada por um episódio de preconceito envolvendo uma funcionária da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), que, segundo as mães, teria afirmado que no Instituto Água Viva as crianças seriam “doidas” e que elas próprias teriam aberto um “hospício”.
O clima de revolta e indignação tomou conta do protesto, com as manifestantes exigindo punição imediata à servidora e uma postura firme das autoridades municipais e do judiciário no combate à discriminação e na defesa dos direitos das pessoas com deficiência.
Leia também: PEC da Blindagem: deputados do Amazonas se dividem em votação que amplia imunidade parlamentar
O advogado criminalista Alexandre Torres Jr., que acompanha o caso das famílias, esteve no local para prestar orientações jurídicas.
“Estamos encaminhando o caso ao Ministério Público e exigindo uma investigação para que esses fatos sejam devidamente apurados, incluindo a demissão da servidora, que trabalha em uma secretaria de assistência social e, ainda assim, pratica crimes de ódio contra crianças inocentes”, afirmou o advogado.
O episódio ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de um áudio em que a funcionária, cuja voz foi reconhecida, afirma em um grupo político no WhatsApp que o Instituto Água Viva seria um “hospício”, um “manicômio”, e que as crianças com TEA seriam “doidas”, além de criticar a inclusão do autismo nas discussões contemporâneas.
“Hoje em dia, ninguém pode mais falar nada, que tudo é autismo”, teria dito a funcionária no áudio, que será apresentado pelas mães à imprensa durante o protesto. As mães afirmaram que não vão se calar diante do preconceito e exigem que a funcionária seja responsabilizada.






