Caio Silva – Rios de Notícias
BRASÍLIA (DF) – A Rede Sol Fuel Distribuidora firmou diversos contratos para abastecer veículos e aviões do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de ministérios, prefeituras, estatais e forças de segurança.
A empresa, pertencente a Valdemar de Bortoli Junior, é uma das investigadas na Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Receita Federal e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
A operação, que ocorreu na última semana, investiga a possível participação do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de investimentos localizadas na região da Faria Lima, em São Paulo, e que teriam sido utilizadas para lavagem de dinheiro, principalmente por meio de fintechs.
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Contratos da distribuidora com órgãos públicos
A Rede Sol Fuel possui 26 contratos ativos com diversos órgãos públicos, incluindo prefeituras, estatais e forças de segurança. Entre os principais contratos estão:
- Abastecimento de veículos da Presidência e residências oficiais: R$ 3,1 milhões
- Fornecimento de gasolina para a Polícia Militar do Rio de Janeiro: R$ 148 milhões
- Fornecimento de querosene de aviação para o Comando da Aeronáutica: R$ 154 milhões
- Fornecimento de combustível para o Ministério da Fazenda: R$ 1,31 milhão
- Fornecimento de óleo diesel para o Ministério da Saúde: R$ 330 mil
As investigações apontam que, entre 2020 e 2024, o PCC teria utilizado a rede de abastecimento de combustíveis para lavar dinheiro, ocultando suas operações com o crime organizado.
Distribuição dos contratos por órgão
De acordo com dados do Portal da Transparência da Controladoria Geral da União (CGU), os contratos da Rede Sol Fuel com órgãos federais estão distribuídos da seguinte forma:
- Presidência da República: 39% – R$ 21.628.357,67 milhões
- Ministério da Defesa: 51% – R$ 28.577.881,92 milhões
- Ministério da Educação: 10% – R$ 5.352.209,80 milhões
- Ministério da Fazenda: 1% – R$ 404.800,80
Investigações e suspeitas de lavagem de dinheiro
A Operação Carbono Oculto investiga a utilização de redes de distribuição de combustíveis para lavagem de dinheiro, com indícios de que a Rede Sol Fuel tenha sido uma ferramenta utilizada para despistar a ligação do PCC com empresas de fachada e operações ilícitas.
Posicionamento
Em nota enviada ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, a Secretaria de Comunicação do Governo Federal informou que em 2025, assim como nos últimos cinco anos, foi firmado contrato (nº 29/2025) com a empresa Rede Sol, vencedora do Pregão Eletrônico nº 90017/2025, cujo o critério de julgamento foi o de maior desconto por item, composto por três itens.
O órgão informa ainda que o objeto do contrato é o fornecimento, sob demanda, de etanol, gasolina comum e óleo diesel S-10 para o Ponto de Abastecimento da Presidência da República.
Nota na íntegra
Em 2025, assim como nos últimos cinco anos, foi firmado contrato (nº 29/2025) com a empresa Rede Sol, vencedora do Pregão Eletrônico nº 90017/2025, cujo o critério de julgamento foi o de maior desconto por item, composto por três itens. O objeto do contrato é o fornecimento, sob demanda, de etanol, gasolina comum e óleo diesel S-10 para o Ponto de Abastecimento da Presidência da República.
As informações sobre o processo são públicos e estão disponíveis no link: https://www.gov.br/casacivil/pt-br/acesso-a-informacao/licitacoes-e-contratos/secretaria-de-administracao/licitacoes/licitacoes-encerradas-2022/2025/pregao-eletronico-no-90017-2025/edital-pe-90017-2025-combustiveis.zip/view. Como se trata de contratação, sob demanda, o valor homologado foi de R$ 3.124.994,64.
Cabe explicar que antes da possibilidade de fornecimento continuado, introduzida pela Lei 14.133/2021, as contratações de combustíveis eram feitas anualmente por contratos sob demanda até o final do exercício.
Atenciosamente,
Secom
Posicionamento da empresa
Em nota, a Rede Sol Fuel afirmou que adota rigorosas políticas de compliance e controles internos, alinhadas à Lei Anticorrupção, à Lei de Prevenção à Lavagem de Dinheiro e às diretrizes da Agência Nacional do Petróleo (ANP), bem como dos demais órgãos reguladores.
Sobre a Operação Carbono Oculto, a empresa reafirmou seu compromisso com as investigações e se colocou à disposição para colaborar com o Ministério Público de São Paulo e com a Polícia Federal. A nota também destaca que a empresa está comprometida em fornecer todas as informações necessárias para esclarecer os fatos.
O riosdenoticias.com.br também solicitou nota do Governo Federal sobre os contratos firmados com a empresa investigada e aguarda retorno.
Nota na íntegra







