Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Faltam poucas horas para o 27º Festival de Cirandas de Manacapuru, a 68 quilômetros de Manaus. O primeiro dia do maior espetáculo de cirandas do mundo começa às 21h desta sexta-feira, 29/8, no Parque do Ingá, o Cirandódromo, com três noites de disputa entre Guerreiros Mura, Tradicional e Flor Matizada. Mas você já sabe quais são os itens que definem a festa?
As apresentações são julgadas em 14 quesitos obrigatórios, divididos em dois blocos: artístico e musical. Cada ciranda precisa mostrar força, beleza e criatividade em todos eles para conquistar o título mais esperado pelas agremiações.
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Confira o que é julgado no bloco artístico:
Porta-Cores – O jurado avalia a forma como o integrante conduz e protege o pavilhão, considerado o maior símbolo de cada ciranda. O desempenho exige elegância, firmeza e respeito à bandeira do grupo.
Cirandeira Bela – Beleza, simpatia e postura são os critérios principais. A representante feminina da ciranda deve encantar o público e os jurados, transmitindo a identidade e o orgulho de sua agremiação.
Cordão de Entrada – É a abertura do espetáculo e precisa causar bastante impacto. São julgados a criatividade, a energia e os elementos visuais usados para dar boas-vindas à arena.
Cordão de Cirandeiros – Indumentária – O foco aqui está nas fantasias que eles utilizam, que devem ser ricas em detalhes, originais e harmônicas, refletindo a tradição e a criatividade dos artistas locais.
Cordão de Cirandeiros – Coreografia e Sincronismo – Aqui é julgado a disciplina, os movimentos e a coordenação dos dançarinos. A dança precisa ser coesa e manter a vibração da ciranda.
Harmonia Geral – Reúne todos os elementos: canto, dança, música e alegoria. O que conta é a perfeição do conjunto, sem falhas ou descompassos durante a apresentação.
Princesa Cirandeira – Avaliada pelo carisma, desenvoltura e tradição que leva ao palco. É uma das personagens mais aguardadas e representa o charme e a delicadeza da festa.
Veja o bloco musical
Apresentador – Responsável por narrar a história da ciranda, sua missão é conduzir o espetáculo de forma clara, envolvente e capaz de emocionar o público.
Cantador – Voz principal da apresentação, deve impressionar pela potência, afinação e emoção transmitida. É ele quem conduz o público pela narrativa musical da ciranda.
Tocata – O coração musical da apresentação. O conjunto de instrumentos é avaliado pela qualidade rítmica e pela capacidade de contagiar a arena com sons típicos e marcantes.
Cirandada – Momento de maior interação com o público, quando todos cantam juntos. Aqui, a música inédita deve ter força no refrão, a participação e a vibração coletiva para o sucesso da apresentação.
Criatividade e Originalidade – Mede a inovação apresentada pela ciranda sem perder a essência cultural. Quanto mais autêntica e surpreendente for a proposta, maior a nota.
Alegoria – Julgada pelas cores, formas, movimentos e beleza cênica. As estruturas devem dialogar com o tema e enriquecer a narrativa no palco.
Tema e Desenvolvimento – Observa a clareza do enredo escolhido e a forma como a história é contada do início ao fim, com coerência e emoção.
Temas deste ano
Este ano, a Guerreiros Mura abre o festival com “Estiagem e Alagação: O Segredo das Águas”. No sábado, a Tradicional apresenta “Sapucaîa’y – O Grito que Vem das Águas”. Já a Flor Matizada encerra no domingo, 31, com “Amazônia: Sonho e Luta Cirandeira”.



Com espetáculos de duas horas e meia de duração, os três grupos de ciranda levam à arena enredos que misturam a força da cultura popular com narrativas sobre a origem das lendas amazônicas, sempre acompanhados de novas cirandadas e coreografias que encantam o público.

O Festival também proporciona geração de emprego e renda, impulsionando a economia do município durante o período do evento que acontece neste fim de semana.






