Caio Silva – Rios de Notícias
CURITIBA (PR) – A Câmara Municipal de Curitiba, a partir de denúncias dos vereadores Da Costa (União Brasil) e Bruno Secco (PMB), decidiu denunciar a vereadora Professora Angela (PSOL) por conta da realização de uma audiência pública no último dia 5 de agosto, que discutiu a cartilha intitulada “O incentivo ao consumo de drogas”.
Durante uma sessão plenária realizada no dia 6/8, o vereador Da Costa afirmou que a audiência foi aprovada pelos parlamentares, mas criticou o conteúdo apresentado, que segundo ele, foi mascarado como uma estratégia de redução de danos. “Se você quer reduzir, você incentiva a pessoa a deixar de usar drogas”, declarou.
Da Costa ressaltou que a cartilha aborda diversas substâncias, como maconha, cocaína, êxtase, cogumelos, LSD e crack, e chama atenção para o trecho que sugere o início do uso do LSD em pequenas quantidades, o que ele classifica como apologia às drogas. “Eu vi, eu presenciei o que as pessoas sofrem por causa das drogas”, enfatizou.
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O vereador informou que já encaminhou um ofício ao Ministério Público para denunciar o que considera um crime e afirmou que não compactua com projetos que façam apologia às drogas para a população de Curitiba. “Vida sim, drogas não”, declarou.
Conteúdo da cartilha

Foto: Reprodução – @perdeupia
O material foi apresentado durante o evento, que discutia políticas de segurança e saúde organizadas pela Câmara. Entre as sugestões da cartilha, estão orientações para o início do consumo do LSD em pequenas quantidades e instruções sobre o uso da cocaína.
Em publicações nas redes sociais, o vereador afirmou ter tido acesso à cartilha e denunciou que o documento incentiva o consumo de drogas. Um dos pontos destacados pelo parlamentar são os tópicos que orientam o leitor a “conhecer as substâncias” e “iniciar em pequenas quantidades”. “E depois o que acontece? Vai aumentando? É isso que querem dizer?”, questionou.
Da Costa classificou o conteúdo da cartilha como “terrível”, apesar das ilustrações que considera atraentes para pessoas leigas, facilitando o acesso ao material. “Por isso somos totalmente contra esse tipo de material. Vou postar para que todos possam ver na íntegra”, afirmou.
A reportagem não conseguiu contato com a assessoria da vereadora Professora Angela para comentar sobre o assunto. O espaço permanece aberto para manifestações.






