Lauris Rocha – Rios de Notícias
TONANTINS (AM) – Moradores do município de Tonantins, no interior do Amazonas, invadiram a delegacia da cidade na noite deste sábado, 2/8, retiraram um homem identificado como José Andrey, de 38 anos, e atearam fogo nele do lado de fora do prédio. A vítima morreu carbonizada.
José Andrey era suspeito de matar a companheira, Valdilene Prestes, de 44 anos, a facadas. Após o crime, a polícia conseguiu prendê-lo em uma área de mata da região e o levou até a 54ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP).
Com a repercussão do caso e a notícia da prisão, dezenas de moradores se aglomeraram em frente à delegacia. Revoltados, alguns invadiram a unidade, retiraram o suspeito à força e o agrediram com pauladas e pedradas. Após o linchamento, em seguida, jogaram álcool em seu corpo e atearam fogo. Ele morreu carbonizado em frente à delegacia.
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O crime
De acordo com a polícia, no início da tarde de sábado, uma equipe foi acionada por profissionais do hospital municipal para averiguar uma tentativa de homicídio contra uma jovem de 21 anos, que deu entrada na unidade com ferimentos na cabeça causados por arma branca.
No hospital, a vítima relatou que sua mãe havia permanecido na residência da família e poderia ter sido atacada pelo mesmo autor. Ao chegar ao local, os policiais encontraram Valdilene Prestes com marcas de facadas e sinais de asfixia.
Diante da gravidade dos fatos, a polícia iniciou buscas e no início da noite conseguiu localizar José Andrey escondido em uma área de mata.
Ainda segundo a polícia, o suspeito já respondia por outros crimes, incluindo homicídio em Manaus, porte ilegal de arma de fogo e violência doméstica contra a própria vítima. Apesar das medidas protetivas concedidas, os dois mantinham idas e vindas no relacionamento.
Repercussão
O caso gerou grande repercussão nas redes sociais e dividiu opiniões entre os internautas. Alguns condenaram o ato de linchamento: “Acho errado, isso é desumano. Só Deus pode julgar.”, “Não se resolve nada dessa forma.”
Outros defenderam a atitude da população: “Acho certo. Menos um para sustentarmos no presídio.”, “Se ficasse preso, logo estaria solto.”
Providências
Em nota, a Polícia Civil informou que está adotando todas as medidas cabíveis para identificar e responsabilizar os envolvidos nos atos de violência.
A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) também se manifestou, informando que enviou um efetivo de dez policiais do Batalhão de Choque para reforçar o policiamento em Tonantins. Os agentes permanecerão na cidade até que a ordem pública seja restabelecida.






