Gabriel Lopes – Rios de Notícias
AMAZONAS – Os bois Corre Campo e Diamante Negro são os grandes protagonistas na arena do Centro Cultural Antônio Vieira da Silva Taracubiu, onde acontece a partir desta sexta-feira, 1°/8, o 28° Festival Folclórico do Boi de Chão, em Nova Olinda do Norte, a 135 quilômetros da capital amazonense.
O evento que segue até este sábado, 2/8, se firmou como um ato de valorização da identidade novolindense e resistência cultural. Também acontecerão shows de atrações locais como o levantador de toadas do Boi Caprichoso, Patrick Araújo, e do apresentador do Boi Garantido, Israel Paulain, além da atração nacional Marília Tavares.
Neste ano, o Boi de Chão Diamante Negro apresentará o tema “Arautos da Floresta”, enquanto o Corre Campo defenderá o tema “Celebração Cabocla”. Desde 2023, o festival passou por um processo de ressignificação e abandonou o modelo inspirado em grandes arenas, como o de Parintins, para apostar em uma linguagem própria.
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“Esse é um festival que ganhou um fôlego diferente a partir desta década, afinal lá é ‘Boi de Chão’. Existe uma diferença: eles criaram essa narrativa para se diferenciar e valorizar as suas origens. Você tem um bumba-meu-boi no Maranhão, o boi-bumbá em Parintins e Boi de Chão em Nova Olinda”, afirmou o jornalista Keynes Breves no “Jornal da Rios” desta sexta-feira.
Entre as diferenças nos itens folclóricos, está a figura da Cabocla Ribeirinha que substitui a antiga Sinhazinha da Fazenda, representando a jovem do interior conectada à vida ribeirinha. Já o Versador assume o lugar do Amo do Boi, conduzindo a narrativa com rimas e improvisos que exaltam o espetáculo.
A musicalidade também ganhou uma marca local com a predominância da “Ritmada”, batida forte da região. As tribos são lideradas pelo Xamã, figura espiritual que representa a conexão entre o sagrado e a tradição. Povos originários como Mura, Munduruku e Maraguá evidenciam a ancestralidade indígena presente no território.






