Júlio Gadelha – Rios de Notícias
PARINTINS (AM) – A Rede Rios de Comunicação flagrou, durante cobertura nos arredores do Bumbódromo, a atuação de cambistas vendendo ingressos para a segunda noite do Festival de Parintins, nesse sábado, 28/6. Turistas relataram práticas de sobrepreço e até a comercialização de ingressos falsificados.
A torcedora Rita Santos, de Manaus, que participa do festival pela segunda vez, contou que recebeu ofertas de ingressos com valores entre R$ 1.300 e R$ 1.800 — preços que ela considerou abusivos.
“Ingressos de R$ 1.300 a R$ 1.800 não condizem com a alegria do festival. Deveriam ser mais acessíveis”, afirmou. Rita também questionou a facilidade com que cambistas têm acesso aos bilhetes: “Por que essas pessoas conseguem tantos ingressos para revender, enquanto a gente que entra na internet não consegue comprar?”
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Outras duas turistas, Martina Caminha, 44 anos, e Ana Cristina, 33, ambas chefs de cozinha, relataram valores ainda mais altos, com ingressos sendo oferecidos por até R$ 2.500.
“Estou achando os preços dos ingressos bem salgados, principalmente aqui na hora do festival. De todos os valores que você possa imaginar acima de mil reais. Totalmente fora da nossa realidade, completamente desproporcional”, disse Martina.
Já Ana Cristina classificou os preços como abusivos: “O valor está exorbitante demais. Estão cobrando R$ 2.500 por ingresso, gente. Isso só para hoje, na segunda noite do festival”.
A título de comparação, o ingresso avulso mais barato vendido no site oficial do Festival de Parintins para uma noite custa a partir de R$ 550,00.
A equipe da Rede Rios também registrou a presença massiva de cambistas nos arredores do Bumbódromo, muitos com placas anunciando “Compro e vendo ingressos”. Há ainda relatos de torcedores que, ao chegarem às catracas, foram impedidos de entrar após a leitura do QR Code indicar que os ingressos eram falsos.
A prática do cambismo — a revenda de ingressos por preços superiores aos originais — é considerada crime no Brasil e pode resultar em pena de seis meses a dois anos de detenção, além de multa.
A reportagem da Rede Rios de Comunicação entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) para questionar se as forças policiais receberam denúncias sobre sobrepreço ou falsificação de ingressos durante o festival, e se houve prisões ou apreensão de bilhetes com cambistas. Também foi solicitado esclarecimento sobre quais medidas estão sendo adotadas para coibir essas práticas. Até o momento, não houve resposta.






