Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A dois dias do 58º Festival Folclórico de Parintins, o Rios na Ilha mostra, diretamente da concentração da Praça dos Bois, os bastidores da montagem das alegorias dos bumbás CaprichosoeGarantido.
Com o apoio de guindastes e o talento de uma equipe formada por artistas plásticos, escultores, marceneiros, pintores e cenógrafos, as gigantescas estruturas já tomaram forma, revelando a grandiosidade das apresentações para o Festival de 2025.
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Do lado Caprichoso
Logo no acesso da área azulada, a equipe da Rede Rios foi recebida pelo paikicé Diuler Picanço Ferreira, um dos responsáveis pelos trabalhos de acabamento das alegorias. O artista destacou a importância desta fase final de produção.
“Já estamos na fase de acabamento, montagem e adereços. É o momento de deixar tudo pronto para dar um bom festival para a nossa galera azul e branca. Aqui o pessoal está empenhado, cada detalhe sendo cuidado. Na arena, o público vai ver o resultado de todo esse trabalho coletivo.”
Entre as grandes estruturas em construção, uma das mais aguardadas é a “Yurupari, o Legislador” que abrirá a apresentação do Caprichoso na primeira noite, representando a Lenda Amazônica.
A figura mítica da floresta ganha forma com imponência e detalhes que prometem impressionar. A história fala sobre uma divindade presente na religiosidade de alguns povos indígenas, especialmente nas aldeias do Alto Rio Negro, no Noroeste do Amazonas.

“Estamos aqui há mais de uma semana testando, montando e verificando tudo. As alegorias estão gigantescas. Tudo foi muito bem pensado, muito bem elaborado. Caprichoso vem com um projeto maior do que o do ano passado. Tudo isso para conquistar o tetra para a nossa nação azul e branca.”, destacou o alegorista do Boi Caprichoso, Algles ferreira, que é responsável pela alegoria de outra lenda, a Êxtase Yawanawá.
Do lado Garantido
Os módulos alegóricos do boi vermelho e branco ganham forma na concentração com os últimos ajustes antes da grande estreia no Bumbódromo. As tradicionais tacacazeiras, o Belezão e outras figuras destaques já estão sendo finalizadas, com acabamento nos encaixes e detalhes de decoração.
O artista Luiz Sampaio, responsável por uma das principais alegorias, falou sobre a montagem da “Lendária Epopeia de Tamapu”. “É uma alegoria com muitas peças. Estamos com 70% montado e já no acabamento. É uma alegoria que vai causar um impacto cênico. Estamos investindo nisso, porque no ano passado fomos penalizados justamente nesse aspecto. Este ano, nossa maior preocupação é a cena.”

Segundo o responsável pela alegoria, a lenda fala sobre um caçador que se apaixona por uma mulher-pássaro e enfrenta provas impostas pelo rei dos urubus para conquistar sua mão. Embora não esteja no álbum deste ano, a expectativa da nação vermelha e branca já é grande.
Além disso, foram vistas as alegorias das toadas “Garantido, Boi do Brasil”, “Iara”, “Tapiraiauara” e “Deusa das Águas”, cada uma com detalhes minuciosos, que refletem a grandeza artística dos Kaçauerés.






