Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Manaus já registra 90 mortes no trânsito entre 1º de janeiro e 20 de maio de 2025, conforme dados divulgados pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) nesta terça-feira, 27/5. O número representa uma redução de 24% em relação ao mesmo período de 2024, quando 119 pessoas perderam a vida em acidentes viários.
Entre as vítimas deste ano está o sambista Paulo Onça, que faleceu na tarde dessa segunda-feira, 26/5, no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), na zona Centro-Sul da capital. O compositor estava internado desde dezembro do ano passado, após ter sido vítima de violência no trânsito.
Em entrevista ao portal RIOS DE NOTÍCIAS, o advogado criminalista Ezaquiel Leandro, que representa a família de Paulo Onça, adiantou que continuará atuando na busca por justiça.
“Como advogados do Paulo Onça, na condição de assistentes de acusação, seguiremos na luta por justiça pelo nosso tão amado e eterno sambista. Iremos nos manifestar no processo, atualizando o Poder Judiciário sobre o prematuro falecimento de Paulo, para que o Ministério Público tenha ciência e faça o aditamento da denúncia”, afirmou.

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Ezaquiel também atualizou a situação de Adeilson Duque Fonseca, conhecido como ‘Bacana’, preso pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) em dezembro de 2024, acusado de envolvimento no caso.
“Bacana continua preso. Recentemente, o magistrado fez a avaliação periódica da necessidade da prisão e entendeu que é necessária a manutenção da segregação cautelar [prisão preventiva]”, explicou o advogado.

Acompanhando a esposa de Paulo Onça, Simone Andrade, no momento em que ela recebeu a notícia do falecimento, Ezaquiel destacou a tristeza da família. “Todos aguardavam que o compositor dos grandes sambas voltasse para a avenida com toda sua criatividade, entusiasmo e alegria, o que infelizmente não aconteceu.”
Violência no trânsito
Além do caso do sambista, o cenário da violência no trânsito segue preocupando. O advogado destacou que a pandemia agravou o estresse social, o que tem refletido em comportamentos mais violentos.
“Após a pandemia, as pessoas ficaram mais estressadas. Ainda existe muito tabu em relação ao acompanhamento com terapeutas. Em decorrência disso, temos observado um índice alarmante de violências, sejam elas no trânsito ou no âmbito familiar”, avaliou Ezaquiel.
Para ele, além do fortalecimento da fiscalização, é urgente a promoção de campanhas de conscientização sobre saúde mental para que casos como o de seu cliente não se repitam. “Todos nós precisamos desse cuidado”, concluiu.






