Redação Rios
MANAUS (AM) – A proprietária do site CM7, Cileide Moussallem, foi indiciada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) pelos crimes de injúria, difamação e ameaça contra a jornalista Paula Litaiff, ocorridos em novembro do ano passado. De acordo com a investigação, as filhas da profissional, menores de idade, também teriam sido alvos das ameaças.
O inquérito policial 1683/2025 foi conduzido pelo delegado Henrique Brasil, titular da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc), que concluiu pela materialidade dos delitos após a investigação, onde ouviu depoimentos de testemunhas e outras provas.
“Indiciamos a nacional Cileide Moussallem Rodrigues pela prática do delito de Injúria tipificado no Art. 140 caput do CPB, Difamação tipificado no Art. 139 do CPB, ameaça tipificado no Art. 147 do CAPUT do CPB, tendo como vítima Maria Paula Litaiff Gonçalves”, diz o inquérito.

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Conforme o documento de indiciamento a qual o Portal RIOS DE NOTÍCIAS teve acesso, os ataques tiveram início em grupo de WhatsApp onde ambas eram participantes, após a publicação de uma reportagem envolvendo a empresa Provisa, administrada pelo marido de Cileide Moussallem, na Revista Cenarium, de propriedade de Litaiff.
“Através de mensagens escritas, Cileide afirmou que, se algo acontecesse com o marido ou filhos dela, a declarante ‘pagaria caro’; e ainda mencionou que pegaria suas filha. De forma clara e direta à declarante e suas filhas e, que seriam alvos de consequências”, descreve o inquérito.

Áudio vazado
Consta também no relatório policial a citação ao áudio vazado dias depois, no dia 13 de novembro, no qual Cileide fala sobre a contratação de “pistoleiros” em São Paulo para matar a jornalista. O inquérito foi remetido à Justiça no dia 20 de janeiro de 2025 e agora aguarda os desdobramentos judiciais.
“Foi publicado um áudio no Portal Imediato, local, a informação que própria Cileide Moussallem Rodrigues estaria em São Paulo/SP à procura de pessoas para pedir ‘recomendações’ de ‘pistoleiros’ que estivessem dispostos a assassinar Litaiff. Declarou que iria encontrar a declarante, independentemente de ser presa por isso”, diz outro trecho.

Repercussão
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), com sede em São Paulo (SP), chegou a acionar a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e o Ministério Público do Estado (MP-AM) para que os órgãos responsáveis apurassem o caso.
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o Sindicato dos Profissionais Jornalistas do Amazonas (Sinjor-AM), e a Associação de Jornalismo Digital (Ajor) também se solidarizam com a jornalista e pediram a apuração dos fatos pelas autoridades.






