Vívian Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O relatório da “Operação Estiagem 2023” divulgado pela Defesa Civil do Amazonas na última terça-feira, 1º/8, sobre a atual situação dos municípios do Estado indica que muitas regiões estão enfrentando dificuldades devido à vazante, que começou na Bacia do Amazonas, compreendida pelos rios Negro, Solimões e Amazonas.
Os municípios de Humaitá, Manicoré e Novo Aripuanã, localizados na Calha do Rio Madeira, encontram-se em situação de atenção, o que significa que estão enfrentando condições climáticas adversas e precisam de monitoramento constante para evitar o agravamento da situação.
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Vazante é quando o nível das águas começa a baixar. A queda dos rios, que é normal nessa época do ano (junho a novembro), foi registrada pelo Centro de Monitoramento e Alerta (Cemoa). As informações ajudam os gestores, a Defesa Civil e a própria população a programarem suas ações.

Uma lista mais extensa de municípios está em situação de alerta, incluindo Guajará, Ipixuna, Envira, Itamarati, Eirunepé, Carauari e Juruá (Calha do Juruá); Boca do Acre e Pauiní (Calha do Purus); Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Tabatinga, São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá e Tonantins (Calha do Alto Solimões). Essas localidades enfrentam um cenário ainda mais delicado, com riscos elevados de problemas decorrentes da estiagem.


O relatório também detalha a situação específica de algumas calhas, fornecendo informações para entender a dimensão do problema:
A Calha do Juruá está em processo de vazante e o município de referência, localizada em Cruzeiro do Sul (AC), registrou um nível de 8,15m no dia 12/6. Essa medição coloca a região em estado de alerta, já que a maior vazante registrada no rio Juruá ocorreu em janeiro de 1995, com cota de 2,20m.
Em Itamarati, a 938 quilômetros de Manaus, o nível do rio diminuiu e foi registrado com 7,28 m. A maior vazante no município ocorreu no dia 11/10/1998, atingindo a cota de 5,14m, colocando a região em estado de alerta.


A vazante na Calha do Purus está em andamento, com registro de 5,18m no município Boca do Acre no dia 31/7. A maior vazante registrada naquele município ocorreu em 07/10/1998, com cota de 3,49m, classificando a região em estado de alerta. O município de Lábrea, a 882 quilômetros de Manaus, também está em processo de vazante, com registro de 8,01m.
Calha do Rio Negro
Já a Calha do Rio Negro está no início do processo de vazante, com o monitoramento em Manaus registrando o nível de 26,66m. A maior vazante já registrada na capital ocorreu no dia 24/10/2010. O município de Barcelos, a 400 quilômetros de Manaus, também está em processo de vazante, com registro de 6,97m.






