Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Dos 62 municípios do Amazonas, 13 estão em situação de emergência, 31 em alerta e 18 em atenção devido ao processo de cheia nas calhas dos rios, que deve continuar até o mês de junho.
Até o momento, cerca de 36 mil famílias foram afetadas em todo o Amazonas, o que representa aproximadamente 144 mil pessoas impactadas diretamente. As informações foram divulgadas no domingo, 4/5, pelo Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais.
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Os municípios em situação de emergência são: Atalaia do Norte, Apuí, Benjamin Constant, Boca do Acre, Borba, Eirunepé, Guajará, Humaitá, Ipixuna, Itamarati, Manicoré, Novo Aripuanã e Tonantins.
Em situação de alerta devido à cheia estão 31 municípios, incluindo a capital Manaus, além de Alvarães, Amaturá, Anamã, Anori, Beruri, Caapiranga, Canutama, Carauari, Careiro Castanho, Careiro da Várzea, Coari, Codajás, Envira, Fonte Boa, Iranduba, Japurá, Juruá, Jutaí, Lábrea, Manacapuru, Manaquiri, Maraã, Nova Olinda do Norte, Pauini, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Tapauá, Tefé e Uarini.

Já em situação de atenção estão os municípios de Autazes, Barcelos, Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Itacoatiara, Itapiranga, Maués, Novo Airão, Nhamundá, Parintins, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santa Izabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, São Sebastião do Uatumã, Silves, Urucará e Urucurituba.
Operação Cheia
A cheia do rio madeira é uma das mais severas até o momento. O município de Humaitá é um dos mais impactados, com o rio atingindo a cota de 23,44 metros, se aproximando da marca histórica de 25,63 metros.

Os moradores da zona urbana do município precisaram receber ajuda humanitária no sábado, 3/5, sendo Humaitá um dos primeiros a decretar situação de emergência.
Na calha do Purus, Boca do Acre também recebeu ajuda humanitária na quinta-feira, 1º, com a entrega de 2 mil cestas básicas, o equivalente a 40 toneladas de alimentos, além de 200 caixas com 6 mil copos de água potável, beneficiando cerca de 2 mil famílias.
As nove calhas dos rios do estado seguem em processo de cheia, com picos variados previstos entre os meses de março e julho.






