Nayandra Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A cheia dos rios no Amazonas já impacta diretamente cerca de 144 mil pessoas em todo o estado. O número representa aproximadamente 36 mil famílias atingidas, com diferentes níveis de prejuízos em suas comunidades. A informação foi divulgada em novo boletim de monitoramento sobre o avanço das águas.
Das nove calhas de rios do estado, todas estão em processo de cheia, com picos previstos entre os meses de março e julho. O cenário é crítico em diversas regiões, especialmente na calha do Purus, onde municípios como Boca do Acre enfrentam transtornos severos.
Segundo os decretos municipais, 13 cidades já declararam Situação de Emergência. Outras 31 estão em estado de Alerta e 18 em Atenção. A cada nova semana, o avanço das águas amplia o número de comunidades isoladas, prejudica o abastecimento de água potável e dificulta o acesso a alimentos e medicamentos.
No interior, municípios como Manicoré, Apuí, Humaitá e Boca do Acre têm concentrado ações de ajuda humanitária com a distribuição de alimentos, kits de medicamentos e itens de saúde. A falta de acesso regular à água potável levou à necessidade de envio de caixas d’água e purificadores para comunidades ribeirinhas.
Além dos alimentos, a distribuição de medicamentos tem sido essencial para reforçar o atendimento básico em postos de saúde, especialmente em localidades onde o deslocamento ficou comprometido por conta da elevação dos rios. Hospitais em cidades como Apuí e Manicoré também receberam reforço no abastecimento de oxigênio.
Enquanto isso, o monitoramento da cheia continua sendo feito por equipes da Defesa Civil, que acompanham o nível dos rios em tempo real para avaliar os impactos e orientar ações em áreas vulneráveis.
A previsão é que o período crítico se estenda até julho, com riscos de agravamento caso o volume de chuvas permaneça acima da média em determinadas calhas.






