Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Uma cratera abriu na rua P, no bairro Armando Mendes, zona Leste de Manaus, e tem causado preocupação aos moradores, especialmente ao estudante Patrick Lira Prata, de 26 anos, que reside em frente ao local. O jovem relata que, recentemente, a sobrinha adoeceu durante a madrugada e a família precisou buscar outro meio de transporte, pois o carro não consegue sair da garagem devido ao buraco.
“Há quase um mês, esse buraco se formou pelo terceiro ano consecutivo. Nas duas primeiras vezes, a prefeitura fez o reparo, mas o problema voltou. Isso aconteceu porque fizeram um conserto superficial. A tubulação está danificada e a água infiltra por baixo da terra. Não consigo tirar o carro da garagem e a situação está cada vez mais difícil”, explicou Patrick.
A dona de casa Luísa Souza, uma das primeiras moradoras do bairro, também relatou indignação com a situação. “O serviço é mal feito, demorado e sempre se rompe novamente. Na última vez, trocaram os canos, mas não resolveu. Um rapaz caiu e se machucou. Minha maior preocupação são as crianças que passam todos os dias para ir à escola. Está cada vez mais perigoso”, contou.


A situação se agrava
De acordo com os moradores, a problemática não se limita à rua P. Edgar Lima, motorista por aplicativo e morador da região, também criticou a falta de atenção da prefeitura: “A situação está complicada não só nesta rua, mas em outras do bairro. O rapaz está com o carro preso e não consegue levar o filho para a escola. A prefeitura não se importa. A cidade está cheia de buracos e o governo não faz nada”, afirmou.
As chuvas intensas que caem quase diariamente em Manaus agravam ainda mais a situação. No último sábado, uma parte do asfalto cedeu justamente quando Patrick Lira estava andando pela rua.
“Eu caí e me machuquei. Imagina se fosse minha irmã com minha sobrinha. A terra está tão solta que, se um carro parar em cima, o asfalto pode ceder. Se alguém ficar muito tempo em cima, pode cair na cratera e ficar preso lá embaixo”, alertou.

Falta de resposta e de soluções
Os moradores já enviaram ofícios à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) e ligaram para a Defesa Civil, mas não obtiveram retorno. “Só nos mandam protocolo, mas ninguém vem ver a situação. Precisamos de uma solução urgente. Pedimos ao prefeito ou à Secretaria de Infraestrutura que venham até a rua P, porque, infelizmente, a garagem do meu vizinho está começando a ceder”, destacou o estudante.
Jairo Lima dos Santos, peixeiro de 46 anos que passa diariamente nas ruas O e P vendendo pescado, também expressou sua preocupação: “Eles fazem um serviço malfeito e vão embora. Isso é extremamente perigoso, alguém pode se machucar, até morrer. Principalmente crianças e idosos, que se arriscam passando por aqui todos os dias.”


Medo de represálias
Os moradores sentem-se desamparados e temem represálias caso acionem a justiça. Lucimara Menezes, fisioterapeuta de 28 anos, é uma das que mais sofrem com a cratera que está em frente à sua residência. “Faz mais de duas semanas que o carro do meu marido caiu na cratera. O asfalto estava oco por baixo e a chuva agravou ainda mais a situação. A gente tem até medo de acionar a justiça, porque parece que quem denuncia acaba sendo punido pela prefeitura”, desabafou.
Lucimara está preocupada com a segurança de sua família, pois cinco pessoas moram na casa, incluindo duas crianças. “Na primeira chuva, a cratera se formou. Meu marido não pode mais estacionar o carro em casa, porque o asfalto cedeu e o carro caiu. Graças a Deus, um homem passou e conseguiu puxar o carro”, contou.


Expectativa por uma solução
Diante da gravidade da situação, Patrick Lira revelou que, caso não haja uma solução em breve, os moradores irão recorrer à justiça. “Se a prefeitura demorar mais algumas semanas para resolver o problema, vamos realmente acionar a justiça, porque a situação está insustentável”, afirmou.
O portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a Secretaria Municipal de Infraestrutura de Manaus (Seminf) para saber quais providências serão tomadas, e aguarda retorno.






