Júnior de Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O corpo do influenciador digital Fernando Pérez Algaba, de 41 anos, foi encontrado esquartejado dentro de uma mala pela polícia de Buenos Aires, na Argentina. Conhecido como Lechug, ele estava desaparecido há uma semana, era investidor de criptomoedas e seguido por quase um milhão de pessoas.
A proprietária do apartamento que o influenciador havia alugado na capital argentina foi quem informou o sumiço do infuencer à polícia, pois ele não havia devolvido as chaves e nem atendia o telefone. As autoridades policiais iniciaram as buscas por Lechug, que se estenderam por dias.
No ultimo domingo, 23/7, a polícia encontrou os braços e pernas do influenciador em uma mala abandonada no Córrego Rey, em Ingeniero Budge, em Lomas de Zamora. Já na terça, 25, os trabalhos de drenagem na ribeira, identificaram o torso do influenciador, com duas marcas de tiro. Na quarta-feira, 26, a cabeça de Fernando foi achada dentro de uma mochila no mesmo córrego. A investigação agora aponta para a possibilidade do investidor ter sido vítima de um ajuste de contas.
Leia também: Suspeito de envolvimento na morte da palmeirense Gabriela Anelli é preso no Rio
Foram encontrados documentos de identidade de uma família dentro de uma mala onde estavam os restos mortais de Lechug. Eles foram chamados para prestar depoimento.
“As testemunhas disseram que emprestaram a mala a um parente e que os documentos foram esquecidos dentro do acessório”, disse uma fonte do Ministério da Segurança de Buenos Aires.
O promotor de Lomas de Zamora, Marcelo Domínguez, encarregado da investigação, pediu quatro mandados de busca e apreensão em diferentes regiões de Buenos Aires. Em uma delas, detiveram uma mulher trans, a quem foi emprestada a mala.
A suspeita identificada como Nicol Alma Chamorro, foi presa em sua casa na rua Murature, 3000, Villa Caraza, Lanús, acusada do assassinato de Fernando Pérez Algaba.
Fernando estava morando em Miami até o início deste ano antes de viajar para a Espanha e depois voltar para a Argentina. Ele se descreveu como um investidor que vendia e alugava veículos de luxo. Ele registou várias empresas através de outros notários nos últimos anos, embora uma tenha sido denunciada por fraude, outra não tinha número de identificação fiscal e uma terceira estava em dívida.
Em 1º de outubro de 2022, Pérez Algaba teria perdido uma quantia significativa de dinheiro investido no negócio de criptomoedas.






