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Home Política

Governo não vai fechar escolas cívico-militares, diz ministro

O Ministério da Educação vai acompanhar a transição das escolas para a rede regular de ensino

14 de julho de 2023
em Política
Tempo de leitura: 4 min
escolas cívico-militares Camilo Santana

As escolas cívico-militares devem passar por uma transição para a rede regular de ensino (Escola Lima Neto / Facebook)

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Redação Rios

BRASÍLIA (DF) – O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou, na quinta-feira, 13/7, que as escolas que aderiram ao modelo cívico-militar do governo federal não serão fechadas. Conforme Santana, o Ministério da Educação (MEC) vai acompanhar a transição das escolas para a rede regular de ensino.

O MEC disse às secretarias estaduais de Educação que as redes deverão desmobilizar os agentes das Forças Armadas envolvidos no projeto e retornar gradualmente ao formato tradicional.

“Quero garantir aos estudantes das 202 escolas integrantes do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), e a seus familiares, que não haverá fechamento de unidades e tampouco prejuízo aos alunos. A descontinuidade do modelo atenderá a uma política de transição, com acompanhamento e apoio do MEC junto a Estados e municípios”

Camilo Santana, ministro da Educação

Decreto

A Casa Civil finaliza um decreto para pôr fim ao programa e fixar prazo para que o MEC oriente as redes sobre o tema. “Nossa prioridade é garantir os direitos dos estudantes e da comunidade escolar nesse grupo, que corresponde a 0,15% das 138 mil escolas públicas do Brasil. Seguiremos trabalhando na construção das políticas para os nossos estudantes da rede pública, investindo em programas como o de Escolas de Tempo Integral e conectividade nas escolas, que irão beneficiar toda a rede pública brasileira”, disse.

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Como é o modelo

Atualmente, o Brasil tem 202 escolas inseridas no Pecim. Há unidades estaduais e municipais. As escolas têm a administração compartilhada entre militares e civis. São diferentes dos colégios militares, mantidos com verbas do Ministério da Defesa ou da Polícia Militar local e com autonomia para montar currículo e estrutura pedagógica. Os colégios militares também costumam ter professores com salários mais altos e fazem seleção de alunos.

Na nota técnica que sustentou a decisão de finalizar o programa, o MEC afirma que “há problemas de coesão/coerência normativa entre sua estrutura e os alicerces normativos do sistema educacional brasileiro”. Além disso, diz que a iniciativa induz a desvio de finalidade das atividades das Forças Armadas e destaca que a execução orçamentária do programa foi “irrisória”.

Governo do DF diz que decisão não foi democrática

A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão (PP), classificou de antidemocrática a decisão do governo Lula de encerrar o programa de escolas cívico-militares. Ela afirmou que o governo do DF vai absorver as quatro instituições neste modelo que eram ligadas ao programa do MEC e também ampliará o número dessas unidades.

“Respeito que cada governo tem o direito de estabelecer sua marca, mas a lógica teria que ser invertida. A forma como o governo Lula decidiu acabar as escolas cívico-militares, sem ouvir antes os governadores, não foi democrática”, disse Celina Leão, que assume o executivo do DF nas férias do governador Ibaneis Rocha (MDB).

“O MEC deveria ter entrado em contato com todos os governos para saber onde o programa deu certo. Nunca recebemos telefonema ou fomos chamados para conversar sobre o tema”. O Distrito Federal tem 14 escolas geridas nos moldes cívico-militares, sendo quatro sob gestão federal. Celina diz ter recebido apelos pela manutenção do modelo.

*Com informações da Agência Estado

Tags: Educaçãoescolas cívico-militaresGoverno FederalMinistério da Educação

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