Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um homem identificado apenas como Maxwell, motorista de aplicativo, não está desaparecido conforme comunicado inicialmente à polícia, foi o que revelaram as investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) ao longo dessa quarta-feira, 11/12.
Conforme informações preliminares, Maxwell está em Santarém, no Oeste do Pará. De acordo com a DEHS, a comunicação do desaparecimento no dia 3 de dezembro deste ano foi armado, após ele contrair dívidas por dificuldades financeiras e passou a sofrer ameaças de agiotas.
“Durante uma semana, as equipes realizaram diligências para solucionar o caso que, à primeira vista, sugeria um crime. Na tarde de ontem, descobrimos que Maxwell está vivo e em outro estado, não tendo sido vítima de qualquer crime. Ele ainda não foi ouvido. Vamos realizar as notificações necessárias para esclarecer de fato o que aconteceu”, afirmou o delegado adjunta da DEHS, Danniel Antony.
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Legislação
A pessoa que faz a comunicação de um crime que não ocorreu, gerando a atuação de uma autoridade no intuito de investigar o caso, pode ser responsabilizada pela comunicação falsa de crime, previsto no Código Penal.
“Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940. Artigo 340 – Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado: Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa”.
Investigações
Segundo a investigação, após não suportar as ameaças, Maxwell resolveu forjar seu próprio desaparecimento a fim de enganar os seus credores. A farsa teria ocorrido com apoio de sua esposa e de um amigo, que também é motorista de aplicativo, e agia como interlocutor da fake news.
Em menos de duas semanas, a DEHS recebeu três comunicados de falso sequestro e desaparecimento. O falso sumiço de Maxwell mobilizou as equipes da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, com buscas intensas em áreas de mata na AM-010.
Tal situação mobilizou até mesmo influenciadores de Manaus que atuam como motoristas de aplicativo, que pediram aos seus seguidores mais informações para que Maxwell fosse encontrado, quando na realidade o crime nunca existiu.






