Vívian Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Maricá, cidade localizada na região metropolitana do Rio de Janeiro, foi palco de mais uma tragédia envolvendo violência armada. Dijalma de Azevedo Clemente, de apenas 11 anos, morreu nesta quarta-feira 12/7, durante um tiroteio. A mãe da vítima, Adjailma de Azevedo Costa, relatou que estava levando seu filho para a escola “quando a polícia entrou atirando”.
“A polícia saiu atirando. Eu estava segurando a mão dele. Isso não é justo, ele é inocente e estão dizendo que meu filho é traficante. Ele não é. Ele é especial, tem problema. Todo mundo aqui conhece. Tirou a vida do meu filho pra quê?”, disse a mãe.
Desesperado, o pai da vítima, José Roberto de Souza, desabafou na porta da delegacia de homicídios de Niterói. “Os policiais entraram atirando. Ninguém da comunidade atirou. Aí o garoto não teve reação de correr. Aí atingiu ele e uma garota. Só escutei o barulho dos tiros”, relatou o pai.
Dijalma estava uniformizado, a caminho da Escola Municipal Professor Darcy Ribeiro, quando foi atingido por um tiro do lado de fora de um conjunto habitacional em Inoã.
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A bala que o matou atravessou seu corpo, furou sua mochila e atingiu o carro de um morador local. Os vizinhos disseram que a polícia chegou ao local atirando, sem considerar a presença de moradores.
Os policiais alegaram que equipes de Niterói estavam realizando a ronda quando foram atacadas por criminosos armados. Após o confronto, os policiais encontraram Dijalma já sem vida no chão.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que solicitará as imagens das câmeras de segurança que alguns policiais possuíam em suas fardas. Além disso, os PMs envolvidos na ocorrência prestarão depoimento para esclarecer os acontecimentos.
O prefeito de Maricá, Fabiano Horta, se pronunciou nas redes sociais lamentando a morte do menino.
“Meu sentimento é de imensa tristeza pela morte do menino Djalma, vítima de uma tragédia que choca a todos em nossa cidade. O nosso profundo pesar vem, contudo, junto de uma cobrança firme às autoridades policiais por resultado nas investigações dessa tragédia. Não vamos aceitar a naturalização da violência. Meus mais sinceros sentimentos à família, aos amigos, aos professores e a toda a comunidade da Escola Municipal Professor Darcy Ribeiro”, escreveu.






