Vívian Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O reverendo Caio Fábio, líder religioso amazonense, radicado em Brasília, e uma das principais vozes do cristianismo não denominacional no Brasil, utilizou as redes sociais para criticar as recentes declarações do pastor André Valadão.
“O Andrezinho é um cara ‘covardinho’. Ele é frouxo. Se bater o pé firme na frente dele no escuro, ele corre. E é um sujeito mal resolvido pra caramba. Um dia a gente ainda vai saber das ‘irresoluções’ dele, que ele transformou em acusações, em agressão, como não é incomum”
Caio Fábio, reverendo
No vídeo publicado no seu perfil do instagram, Caio Fábio chama Valadão como diminutivo, sinalizando uma certa imaturidade do líder da Batista Lagoinha Global. Ele também acrescenta que Valadão parece ter surtado, ao fazer incitações de ódio contra a comunidade LGBTIA+.
“O Andrezinho Valadão é filho de um homem bom, o pastor Márcio, que eu conheço há muitos anos. Embora não seja uma pessoa com uma pegada carismática, foi por isso que ele e a irmã, Ana Paula, se tornaram os líderes desse movimento que cresceu muito e atendeu à ala conservadora, que existe desde os anos 50, que sempre foi radical de direita”, explica o reverendo no vídeo.
Caio Fábio destacou que essa não é a primeira vez que André Valadão demonstra uma fixação com o tema LGBTIA+, e aqueles que acompanham suas pregações estão cientes dessa recorrência. O reverendo enfatizou que essa foi a terceira vez em um curto intervalo de tempo em que ouviu Valadão incitar o ódio contra homossexuais.
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De forma contundente, Caio Fábio classificou as falas de André Valadão como “malignas, diabólicas e demoníacas, além de chamá-lo de garoto e covarde por utilizar passagens da Bíblia para justificar a morte de homossexuais”. O reverendo destacou que essas ações configuram um crime sério que deve ser seriamente punido.
Quem é Caio Fábio?
Nascido em Manaus, sua jornada como pastor começou na Igreja Presbiteriana com apenas 22 anos. Sem frequentar um seminário, ele defendeu a tese sobre a salvação dos pagãos.
Mudou-se para o Rio de Janeiro no final da década de 1970 e fundou a Visão Nacional de Evangelização (VINDE), que tinha trabalho voltado à assistência social. O projeto social “Fábrica de Esperança” ajudou milhares de jovens de comunidades do Rio de Janeiro.
A partir de 1980, o país vivia uma “explosão” do movimento protestante. Logo, diversas igrejas evangélicas surgiram. Assim, com os programas de televisão e rádio chegava a mais pessoas.
Enquanto isso, Caio Fábio criava sua imagem, realizando conferências por todo o país. Chegou a ter um programa em um canal fechado da Rede Globo. Então, ele tornou-se um dos grandes nomes no meio protestante e um dos principais nomes da “reforma do cenário evangélico”.
Em 1991, Caio Fábio fundou a Associação Evangélica Brasileira e passou a criticar de forma aberta líderes de denominações evangélicas que baseavam suas pregações em superficialidades, ilusão dos fiéis, busca individual da salvação e na teoria da prosperidade individual.






