Redação Rios
AMAZONAS – No Amazonas, um a cada três moradores do estado mora em um local em condições de favela, conforme dados apresentados pelo Censo 2022.
Amapá (24,4%) e Pará (18,8%), também na região Norte, vêm na sequência. Em São Paulo, 8,2% da população vive em favelas, número ligeiramente acima da média nacional (8,1%).
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Os estados que lideram a lista em termos percentuais, por estarem situados na Amazônia Legal, levantam o alerta para possíveis danos à preservação ambiental. O êxodo na região tem aberto caminho para um processo de favelização, em especial na região metropolitana de Manaus, o que de certa forma contribui para o avanço de facções e da milícia.
Os dados do censo apontam que, entre as vinte favelas e comunidades urbanas mais populosas do país, oito estavam na Região Norte (seis delas em Manaus), sete no Sudeste, quatro na Região Nordeste e somente uma, justamente a do Sol Nascente, no Centro-Oeste. Nenhuma das 20 maiores favelas está na Região Sul
O Censo 2022 identificou ainda que 6,5 milhões de domicílios em favelas e comunidades urbanas, em todo o país, entre os quais 5,5 milhões (ou 84,8%) eram domicílios particulares permanentes ocupados.
A população das favelas é mais jovem que a média do país, segundo a pesquisa. O censo aponta que a idade mediana da população do país é de 35 anos, e 30 anos nas Favelas e Comunidades Urbanas.
O índice de envelhecimento nas Favelas e Comunidades é de 45,0 idosos (pessoas com 60 anos ou mais) para cada 100 crianças de 0 a 14 anos, menor que o da população do país (80,0 idosos para cada 100 crianças). Já a distribuição por sexo da população das Favelas é praticamente a mesma do país.
As proporções de pardos (56,8%) e pretos (16,1%) na população residente em favelas e comunidades Urbanas é superior aos percentuais observados na população total (respectivamente 45,3% e 10,2%). Por outro lado, a proporção das pessoas que se declararam brancas (43,5%) no total da população é bastante superior ao percentual observado na população residente em Favelas e Comunidades Urbanas (26,6%).
*Com informações da Agência Estado






