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Home Cidades

Em Manaus, comunidades tradicionais têm acesso à água no maior bairro indígena do país

"A água simboliza o nosso corpo sagrado, a purificação do nosso espírito e alma", diz a cacica Lutana Kokama

9 de outubro de 2024
em Cidades, Especiais
Tempo de leitura: 12 min
agua-indigenas-manaus

Crianças indígenas brincam com a "água sagrada" (Foto: João Dejacy/Rios de Notícias)

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Lauris Rocha – Rios de Notícias

MANAUS (AM) – A cacica Lutana Kokama é líder do maior bairro indígena do país, o Parque das Tribos, localizado no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus. O espaço abrange 35 etnias que enxergam a água como um recurso místico e um símbolo do corpo sagrado.

Ser cacica é o maior cargo hierárquico na cultura indígena, significa que Lutana é a mãe de todos os povos e que tem a missão de resolver os problemas, que inclui a acessibilidade à água potável neste espaço multiétnico de resistência e união entre os povos originários.

“A água simboliza o nosso corpo sagrado, a purificação do nosso espírito e da nossa alma. É um alimento que a gente não pode viver sem ele”, diz a cacica Lutana Kokama, de 48 anos, líder política de seu povo.

Leia também: Em 2023, Manacapuru registrou outro deslizamento de terra em área próxima ao porto

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Mais de 800 famílias estão sob o comando da cacica Kokama. Entre as etnias que vivem no local estão os Baré, Tikuna , Desana, Tukano, Apurinã, Witoto e Tariana, além de outras. Ao lado das demais mulheres, Lutana protagoniza a própria história pela retomada de suas identidades na metrópole amazônica.

Águas sagradas: direitos e preservação da identidade indígena em Manaus
“Hoje a água que sai da torneira é de qualidade”, diz a líder indígena Lutana Kokama (João Dejacy/Rios de Notícias)

Ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, a líder indígena lembra que antes eram usadas cacimbas para ter acesso à água e que agora esse processo é de maior praticidade.

“Antes, a gente utilizava a água da natureza de uma fonte vinda da terra chamada de cacimba [buraco que se cava até atingir um lençol de água subterrâneo, poço, cisterna]. Então, era essa a nossa utilização de água. Depois veio o projeto da Águas de Manaus e foi uma melhora para nós porque, após anos aqui, a gente já estava consumindo água poluída do solo por ser área urbana. Hoje a água que sai da torneira é de qualidade”, explica Lutana Kokama

Cacica Lutana Kokama (João Dejacy/Rios de Notícias)

Além de Lutana, outras famílias do bairro são contempladas por benefícios destinados a quem tem residência fixa cadastrada no CadÚnico. São os chamados Tarifa Social ou Tarifa 10, da Águas de Manaus, onde os indígenas pagam o valor permanente de R$ 10,00 nas contas de água e de esgoto.

“Temos um tratamento diferenciado para estas populações, por meio do Tarifa Social e o Tarifa 10. A expansão do serviço tem um olhar específico para os indígenas e os quilombolas com instrução normativa de como tratar os povos tradicionais com respeito a cultura deles e na forma de pedir autorização para entrar em uma área deles. O Parque das Tribos é um exemplo, fomos demandados, concebemos um projeto, discutimos com as lideranças junto com a Prefeitura [poder concedente], sempre com esse olhar de respeito e cuidado em como tratar com os povos originários. A gente não pode achar que podemos impor a nossa cultura”, explica o gerente de Responsabilidade Social da Águas de Manaus, Semy Ferraz.

Água é a conexão com o mundo espiritual (João Dejacy/Rios de Notícias)

Mais oito comunidades urbanas recebem os benefícios das Tarifas, entre elas, no bairro Redenção, na zona Centro-Oeste, tem os Saterê, e na área Norte, os Tikuna. “Eles se reconhecem como comunidades indígenas urbanas e estão incluídos na categoria social, não pagam pelo custo da nova ligação de água. Nós fazemos um enquadramento também na tarifa social de todos que têm os requisitos e para a tarifa 10. Então tem estes benefícios“, explica Ferraz.

A água é sagrada

A advogada Inory Kanamari nasceu nas barrancas do rio Juruá, em um dos principais afluentes da margem direita do rio Amazonas, localizado no município de Itamarati, no interior do Amazonas. Familiarizada com os elementos da natureza, ela conta que para os povos originários a água é sagrada.

“O nosso contato com o meio ambiente é de respeito. Os elementos da natureza têm vida e estão para nos servir, por isso devem ser venerados, é uma troca porque a água tem o poder de transformar, regenerar, de purificar e é muito utilizada nos rituais para que tenhamos um contato maior com os seres espirituais. A água é vida“, define Inory.

Kanamari é a primeira indígena a presidir a Comissão de Amparo e Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas da Ordem dos Advogados do Brasil seccional do Amazonas (OAB-AM).

Inory Kanamari (João Dejacy/Rios de Notícias)

Leia também: Advogada é a primeira indígena a presidir comissão na OAB Amazonas

Garantir água e saneamento básico para a população mundial é um grande desafio para a Organização das Nações Unidas (ONU) e no interior do Amazonas não é diferente.

“É um direito universal que inclui os povos originários – grupos cujos os ancestrais foram os primeiros habitantes do território – sempre tivemos espaços com bastante água disponível na natureza. Os que vivem no Parque das Tribos tem que ter o princípio da dignidade da pessoa humana respeitado e de acesso à água também”, defende a presidente da Comissão Indígena.

Para Inory Kanamari, mesmo com a especificidade de cada etnia, todas têm em comum essa conexão com a água e a espiritualidade. De acordo com ela, o pagamento da taxa é justo.

“Quando saímos da aldeia e estamos em área urbana, somos obrigados a nos adaptar às regras que são impostas aqui pelos não indígenas. Vejo essa cobrança de taxa justa como uma forma de educar a população, de fazer com que também valorizem sempre a água que é tão importante para a manutenção da vida”, destaca Kanamari.

Trata bem Manaus

O Tarifa Social e Tarifa 10 são auxílios que fazem parte do Trata Bem Manaus, um plano de expansão da rede de esgoto da Águas de Manaus que atualmente cobre 31% da área urbana.

“Até 2030, a meta é chegar a 80% de cobertura, coleta e tratamento adequado da água e, em 2033, atingir 90% do total. Um investimento de 3 bilhões de reais. Hoje temos mais de 40 frentes de obras, onde tem um beco, um hip-hap, uma palafita e comunidade indígena estamos incluindo no plano de expansão. Pelo censo passado são mais de 3 mil contemplados no Parque da Tribos, além de mais oito locais. Hoje Manaus tem mais de 5 mil indígenas beneficiados”, destaca o gerente da Águas de Manaus, Semy Ferraz.

Inovar é o objetivo, neste primeiro momento levar água para todos é prioritário, mas a meta é também investir na coleta e no tratamento de esgoto adequado nas áreas mais vulneráveis. “Queremos adequar o modelo de coleta de esgoto que foge do tradicional, das normas previstas da engenharia, são os modelos alternativos. A ideia é não deixar ninguém para trás, quando a gente expandir a rede de esgoto na área mais nova”, ressalta o gerente.

“Há uma política social de apoio e reparação das famílias indígenas “, diz Semy Ferraz (João Dejacy/Rios de Notícias)

Ciente da importância da água, dos direitos e da preservação da identidade cultural indígena na área urbana, o gerente garante que a Águas de Manaus atua com plena responsabilidade.

“A água é um bem essencial à vida e a gente tem que cuidar não só do produto que estamos levando, mas do relacionamento respeitoso que temos pelos povos originários. Não é só deixar água na torneira. Discutimos, orientamos e temos esse olhar mais afinado para os indígenas e os outros grupos como o quilombo urbano, no bairro Cachoeirinha, e os refugiados venezuelanos. É um olhar de acolhimento”, frisa Semy Ferraz.

Sede da Águas de Manaus (João Dejacy/Rios de Notícias)

A acolhida também está presente nos quadro administrativos da empresa. Semy Ferraz diz que há mais de 13 indígenas trabalhando dentro da Águas de Manaus.

“Fizemos um avanço, temos 13 pessoas que se reconheciam como indígenas [autodeclaração], na equipe social temos uma analista que é do povo Mura e tem relação com o Parque das Tribos também. Nossa política é de estimular a contratação de indígenas e de valorizá-los por meio do desenvolvimento de carreiras”, destacou.

De acordo com Semy Ferraz, é crucial reparar a dívida que se tem com os povos originários. “Além dos indígenas, temos também refugiados da Venezuela que trabalham conosco. Existe uma preocupação em apoiar essas populações em estado de vulnerabilidade. Há uma política social de apoio e reparação das famílias quilombolas, dos refugiados e indígenas na área urbana”, finalizou.

Veja a reportagem na íntegra

Tags: águas de ManausÁguas sagradasdireitosidentidade indígenaPreservação

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