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Home Cultura

Empresário com descendência japonesa relembra imigração da família ao Amazonas: ‘faz parte da minha história’

Neste domingo, 18, é comemorado o Dia Nacional da Imigração Japonesa

18 de junho de 2023
em Cultura
Tempo de leitura: 13 min
Empresário japonês Amazonas imigração

Xisto Tuji é descente de japonês que imigraram para o Amazonas (arquivo pessoal)

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Gabriela Brasil – Rios de Notícias

MANAUS (AM) – Os familiares do amazonense Xisto Tuji, de 67 anos, foram uma das primeiras famílias japonesas que vieram morar e trabalhar no município de Iranduba, no Amazonas, durante a segunda onda de imigração do Japão para o Brasil, na década de 50.  Esse período da chegada dos japoneses em solo brasileiro é comemorado neste domingo, 18/6, no Dia Nacional da Imigração Japonesa.

Atualmente, Xisto e seus irmãos trabalham juntos na capital amazonense como empreendedores do famoso “Mercadinho do Japonês”. Para ele, o negócio familiar representa o legado de sua história e descendência. “Faz parte da minha história”.

Xisto Tuji e família, em Iranduba (Arquivo pessoal)

Vinda ao Amazonas

A ligação da família Tuji com o Brasil se deu em 1956, quando emigraram do Japão confiantes na promessa de melhores condições de vida e emprego no Brasil e escolheram Iranduba, região metropolitana de Manaus para viver.

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“Disseram para meus pais, que eram agricultores, que no Brasil havia abundância de terra, enquanto que no Japão não tinha terra e estava muito difícil para produzir. Contudo, quando eles chegaram aqui no Amazonas encontraram muita mata e foi muito sofrimento para nós”

Xisto Tuji, empresário

Ao chegarem em Iranduba, a família Tuji se assentou na estrada do Caldeirão, na comunidade Bela Vista, com o objetivo de produzir verduras e outros alimentos, como pimenta do reino, arroz, guaraná e café. “De tudo um pouco nós fizemos lá. Depois mudamos para granja e passamos a produzir ovos”.

Com 12 anos, Xisto passou a morar em Manaus, onde trabalhou por cinco anos no mercadinho do tio, local que para ele “foi uma lição de vida”. A partir da experiência no estabelecimento, Xisto e os três irmãos abriram o próprio negócio. Atualmente, há duas unidades, uma no parque dez e outra no Vieiralves.

O Mercadinho do Japonês possui uma unidade no Parque das Laranjeiras, em Manaus

Origens

O empresário se considera mais brasileiro do que japonês por ter nascido no Amazonas. Ainda assim, segue muitos costumes do Japão, como a religião budista, e o consumo de alimentos tradicionais do país asiático como sushi e sashimi. Também tenta passar alguns costumes japoneses para as duas filhas, uma de 17 e outra de 27 anos.

“Eu tento ensinar para elas não esquecerem os costumes japonês. Acho que alguém tem que honrar e deixar na história”, afirmou Xisto Tuji.

Para buscar um pouco da história de sua ancestralidade, há três anos, Xisto e sua filha visitaram o Japão. Para ele, a emoção tomou conta da viagem. Isso porque, ele visitou a cidade onde o pai e a mãe embarcaram com destino ao Brasil, no porto de Kobe. “Hoje no museu dos emigrantes consta até o navio onde eles saíram”.

“Eu fiquei emocionado, nunca tinha ido ao Japão. A sensação foi um pouco esquisita, porque a gente se sente também japonês, então também me senti emocionado por lembrar do meu pai e minha mãe”

Xisto Tuji, empresário

Também destacou que vale a pena ir ao Japão para conhecer os costumes, a culinária, e a maneira de viver diferentes do brasileiro.

Família de Xisto Tuji reunida durante um casamento em Iranduba (arquivo pessoal)

Crise no Japão

Na década de 50, durante a segunda onda de imigração japonesa para o Brasil, os japoneses enfrentaram momentos de forte crise econômica e social. Isso porque, conforme a pesquisadora na área de imigração japonesa, literatura e cultura japonesa, Linda Nobuyoshi, era um período pós-segunda guerra mundial, conflito em que os nipônicos saíram derrotados.

Além disso, o cenário turbulento se intensificou ainda mais com o repatriamento obrigatório de seis milhões de japoneses localizados em colônias de outros países. Para mitigar o conflito interno, o governo japonês incentivou a emigração.

“Uma saída era a emigração e, então, o governo incentivou os nipônicos a sair do seu país. Nesse mesmo período, o Brasil estava necessitando de mão-de-obra. Amazonas, especificamente, estava necessitando desenvolver a agricultura. Portanto, havia interesse político, de ambos os países, o que culminou na vinda dos japoneses para o Amazonas”

Linda Nobuyoshi, pesquisadora na área de imigração japonesa

Diante da crise no Japão, com a fome e a miséria, a pesquisadora destacou que não havia esperança de uma recuperação rápida após a guerra. Neste sentido, “as pessoas desejaram refazer suas vidas em outros lugares”.

Diferenças de costumes

Um desses lugares foi a comunidade Bela Vista, em Iranduba. Assim como a família de Xisto Tuji, outros japoneses passaram a viver no local em busca de trabalho e moradia. De acordo com a pesquisa, muitos deles eram japoneses que viviam em outras colônias fora do Japão.

“A maioria, cerca de 80% dos imigrantes que adentraram na colônia Bela Vista, eram famílias que viviam fora do Japão, nas colônias de Filipinas, Coréia, Manchúria. Tinham até imigrantes japoneses do Peru, mas resolveram emigrar novamente, vindo para o Amazonas que oferecia espaços”

Linda Nobuyoshi, pesquisadora na área de imigração japonesa

Segundo a pesquisadora, a vinda dos japoneses ao Amazonas foi “caótica”. Diferenças na língua, cultura e culinária fizeram a adaptação dos imigrantes demorar alguns anos.  

“Por exemplo, o feijão salgado que no início não conseguiam consumir, já que no Japão se come doce, hoje é um prato importante na mesa de um imigrante, juntamente com um peixe da região e farinha”, disse Linda.

Atualmente, das 139 famílias japonesas que passaram a morar na comunidade Bela Vista, hoje chamada de Asahi, apenas 20 ainda permanecem na colônia. Problemas no escoamento de produção, por falta de estrutura, foram os principais problemas para a saída dos japoneses de Iranduba.

“Hoje tem a ponte, mas na época de assentamento e durante aproximadamente 20 anos, só havia motor de linha para poder realizar a venda de produção para Manaus. Havia também a dificuldade de educar crianças, pois na região só tinha até o ensino primário. Assim, os que migraram foram para Manaus ou outro Estado, como o Pará, e alguns para o Japão”

Linda Nobuyoshi, pesquisadora na área de imigração japonesa

Imigração japonesa para o Brasil

Família Tuji, em Iranduba (arquivo pessoal)

De acordo com o historiador Aguinaldo Figueiredo, as negociações da imigração japonesa para o Brasil iniciaram em 1895 com a assinatura do acordo de amizade entre os dois países.

“Por esse acordo, ficou acertado que seria uma troca e imigração de ambas as partes, não só do Japão para cá, como do Brasil para o Japão. Mas, não houve um processo reverso do Brasil para o Japão na mesma intensidade que houve do Japão para o Brasil”

Aguinaldo Figueiredo, historiador

Ao todo, as tratativas entre os dois países demoraram cerca de dez anos. Conforme o historiador, fatores como comunicação demorada, e as longas viagens em razão da grande distância entre Brasil e Japão colaboraram para a prolongamento dos tratados.  

“Depois de tudo acertado entre as embaixadas, iniciou-se a vinda das primeiras famílias ao Brasil em 1905. O navio Kasato Maru trouxe a primeira leva de imigrantes, que desceram em Santos e já foram destinados para as áreas em que eles foram contratados como agricultores”

Aguinaldo Figueiredo, historiador

Alguns dos imigrantes japoneses, de acordo com o historiador, receberam terras do governo paulista para abrirem seus próprios negócios na agricultura.

Outros também foram ao Rio de Janeiro, no entanto, não ficaram por muito tempo. De um modo geral, muitas famílias japonesas ficaram em São Paulo, onde produziam arroz, café e hortaliças e se consolidaram na região.

Imigração no Norte

Em seguida, outros grupos de japoneses passaram a morar no Pará. Segundo o historiador, o embaixador japonês no Brasil, Hichita Tatsuki, negociou com o governador do Pará, na época, Lauro Sodré a vinda dos japoneses ao Estado paraense na região de Bragança para iniciarem a plantação de pimenta do reino.

Por não se adaptarem no Peru, “desceram” para o território amazonense. No entanto, a maioria das famílias japonesas ficaram de passagem no Amazonas e se direcionaram para o Pará.

“Houve a tentativa de ocupação de Maués e Manacapuru. De cara, conseguiram lidar com o guaraná, mas com a grande epidemia de febre amarela, que dizimou boa parte deles”, disse o Aguinaldo.

Já em 1928, começou a imigração de japoneses no Amazonas, com o grande acordo entre o governador do Amazonas, Efigênio Sales, e o consulado do Japão no Pará. “Antes disso, já se verificava a presença de japoneses no Amazonas desde 1889”.

Conforme o historiador Aguinaldo Figueiredo, ainda hoje, a presença dos japoneses é ainda muito forte no Amazonas.

“Aproximadamente 40% dos investimentos no Polo Industrial de Manaus são feitos por empresas japonesas. Também trouxeram uma série de mudanças, com muitas lojas, produtos eletrônicos que invadiram a cidade”

Aguinaldo Figueiredo, historiador

Outro legado da imigração japonesa para o Amazonas, de acordo com o historiador, são as academias de judô e jiu-jítsu. “Elas prosperaram e criaram lendas e campeões do esporte e de outros esportes como judô, sumô e o karatê”, afirmou.

Tags: cultura japonesaDia da Imigração Japonesaimigração japonesa no Amazonas

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