Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A escolha do vice na chapa do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), que cogita uma formação composta por Shádia Fraxe ou Renato Júnior, ambos do Avante, pode levar a uma debandada de partidos como PSD e MDB.
Desde o anúncio da pré-candidatura oficial de Marcelo Ramos (PT), indicação direta do presidente Lula da Silva (PT), surgiram rumores de uma possível aliança entre partidos do espectro mais à esquerda, liderados pelos senadores Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB), que são aliados em âmbito nacional.
A escolha do vice na política é um gesto estratégico que solidifica alianças e garante a participação dos partidos no governo, caso o candidato ou candidata apoiada seja eleita (o).
A condição para que o PSD e MDB permaneçam ao lado de David Almeida, seria que o vice seja indicado por um desses partidos.
A partir de 20 de julho, começa o período de convenções partidárias, onde serão oficialmente definidos os candidatos e coligações para as eleições. A articulação política para garantir apoios deve se intensificar nos próximos dias.
Marcelo Ramos reúne apoios
Marcelo Ramos tem conseguido reunir o apoio dos partidos de esquerda locais. O primeiro foi o PDT, que inicialmente flertou com David Almeida, depois com Roberto Cidade (União), mas finalmente decidiu apoiar a pré-candidatura de Ramos pelo PT. Além disso, a REDE declarou seu apoio a Marcelo nesse final de semana, sugerindo até a possível indicação de Wanda Witoto, uma liderança indígena, como vice.
No evento, Marcelo Ramos defendeu a união da esquerda em Manaus, afirmando que “é preciso unidade para colocar uma candidatura nossa no 2º turno”. Ele pediu o apoio do PSOL, que forma uma federação com a REDE, e fez um apelo ao PSB, liderado por Serafim Corrêa, que atualmente apoia Roberto Cidade.
“Faço mais uma vez um apelo público. O lugar do PSB não é numa candidatura da base bolsonarista, mas sim no campo popular”, disse Ramos.
Marcelo ainda afirmou aguardar a definição por parte do PSD e MDB e que o apoio depende das movimentações do prefeito. “Depende muito mais do que o prefeito David Almeida vai fazer do que eu vou fazer. Se ele insistir na tese de que seu vice tem que ser do Avante, não sou eu que vou pedir para eles virem; eles naturalmente virão”.






