Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), em parceria com os bumbás Caprichoso e Garantido lançou no dia 4 de junho deste ano, a campanha de doação de sangue “Junho Azul e Vermelho: uma doação caprichosa pode garantir a vida de alguém”.
A campanha foi lançada com um ‘pocket show’ dos bumbás, no auditório da Fundação, em Manaus. O mês da doação de sangue também recebeu a cor azul para incentivar e mobilizar as duas nações. De janeiro a junho deste ano o hemocentro recebeu mais de 32.842 doações.
Leia também: Estoque de sangue no Hemoam volta a ficar crítico e hemocentro convoca doadores
Os dados extraídos do sistema da instituição apontam que existem mais de 500 mil pessoas cadastradas. Porém, menos de 10% doam sangue regularmente, por isso é tão importante que os torcedores dos bois Caprichoso e Garantido doem sangue desde que estejam aptos, além da população de modo geral.


“Estamos no mês da doação de sangue, e também no mês da maior festa cultural da nossa região, então, além de exaltarmos a importância do festival para toda nossa população, queremos, com essa campanha, mobilizar as duas nações, azul e vermelha, para essa causa tão importante e vital, que é a doação de sangue.”
Diretora-presidente do Hemoam, dra. Socorro Sampaio.
As torcidas oficiais, batucada, marujada, músicos, dançarinos e os bois Caprichoso e Garantido participaram do lançamento da campanha. No próximo dia 4/07 o Hemoam divulgará qual torcida foi mais solidária.
No Brasil, apenas entre 1,6% e 1,9% da população é doadora de sangue. Em países da Europa, esse índice chega a 5%. De acordo com o Ministério da Saúde, 14 em cada mil brasileiros doam sangue de forma regular nos hemocentros do Sistema Único de Saúde (SUS).
Doar sangue é um ato de gratidão
A cada dois meses, Adriano Augusto Carneiro da Silva, de 49 anos, vai a Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) para doar sangue. Doador desde 1998, ele conversou com o Portal RIOS DE NOTÍCAS sobre este ato que ele resume em uma palavra: Gratidão.
“Resolvi doar para salvar vidas. Gratidão a Deus por poder ser um doador. Porque nem todo mundo pode. Às vezes quando criança a gente pega algumas doenças como hepatite e fica impossibilitado de doar. Então, gratidão a Deus por Ele me permitir ser saudável e ter um sangue bom. Eu tenho muitas plaquetas, muitas mesmo. Lá as enfermeiras ficam felizes da vida quando vou doar plaquetas, porque eu tenho muitas pra doar. Então a palavra é essa, ‘gratidão’. Gratidão por ter um sangue bom e poder ajudar outras pessoas”, explicou.
De acordo com o doador, há diversos benefícios para quem doa sangue. “São muitos, pois sei quão bem estou fazendo para outras pessoas que nem sei quem são. Fazer o bem, sem olhar a quem! Seja um doador, não por obrigação, por influência, mas por amor ao próximo. Não precisa ter medo, faz muito bem, as equipes do Hemoam são muito responsáveis e nos tratam super bem”, enfatizou Adriano da Silva.


Além da doação de sangue, o jornalista também é doador de plaquetas que ajudam os paciente com leucemia [Um tipo de câncer que ocorre na formação das células sanguíneas, dificultando a capacidade do organismo de combater infecções].
Doe sangue, doe vida
Para doar é necessário está incluído em alguns critérios como: ter entre 16 e 69 anos; estar saudável; pesar no mínimo 50 quilos; Estar alimentado; evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação; ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas e apresentar documento de identificação com foto.
Pessoas com idade entre 60 e 69 anos só poderão doar sangue se já tiverem feito antes dos 60 anos. Menores de 18 anos devem possuir consentimento formal do responsável legal.
A frequência máxima é de quatro doações de sangue anuais para o homem, com intervalo mínimo de 2 meses, e de três doações de sangue anuais para as mulheres, com intervalo mínimo de três meses.






