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Home Política

Como os políticos usam o discurso para convencer as pessoas; Veja a análise

O Portal RIOS DE NOTÍCIAS conversou com uma cientista política para analisar elementos como linguagem, estilo, estrutura narrativa e uso de metáforas

24 de julho de 2024
em Política
Tempo de leitura: 12 min
politicos-discurso

Políticos usam meios para ganhar a confiança do eleitorado (Arte/Abraão Torres/Rios de Notícias)

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Letícia Rolim – Rios de Notícias

MANAUS (AM) – Em períodos de eleição, os discursos políticos se tornam ferramentas poderosas para convencer eleitores. Com o início da campanha eleitoral, candidatos de diferentes ideologias e partidos se preparam para conquistar a confiança do público através de suas palavras.

A oratória, nesse contexto, desempenha um papel fundamental não apenas na transmissão de propostas e ideias, mas também na criação de narrativas convincentes que conquistam o apoio das pessoas.

Neste ambiente dinâmico, a análise das técnicas utilizadas pelos políticos em seus discursos se torna essencial. Desde os grandes discursos históricos, como os de Martin Luther King Jr., até de líderes como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o ex-presidente Jair Bolsonaro, cada orador utiliza estratégias específicas para construir narrativas persuasivas.

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Martin Luther King é responsável por um dos discursos mais famosos da história (Arquivo)

Essas narrativas não apenas comunicam visões de mundo e promessas eleitorais, mas também moldam percepções e influenciam comportamentos.

Para explorar a empregabilidade das ferramentas retóricas para dirigir a opinião pública, o Portal RIOS DE NOTÍCIAS conversou com a cientista política, Melissa Oliveira, para analisar elementos como linguagem, estilo, estrutura narrativa e uso de metáforas que são habilmente manipulados para construir uma imagem convincente de credibilidade e liderança.

“O discurso político tem um poder muito forte. É uma das coisas mais poderosas dentro das eleições”, afirmou a especialista.

Melissa também destaca os desafios éticos que surgem quando a persuasão se aproxima da manipulação, e como os cidadãos podem discernir entre a honestidade genuína e a retórica vazia. Já que os discursos são elaborados e estudados para reter a atenção dos eleitores.

“Uma das coisas mais importantes dentro do discurso político é entender as grandes demandas do eleitorado. No caso do eleitorado brasileiro, vemos que saúde, segurança e a educação são algumas das maiores preocupações. Um discurso político eficiente leva em consideração essas preocupações do eleitorado, que podem ser reais ou não”, disse Melissa.

Narrativa

A narrativa tem se mostrado uma das ferramentas mais poderosas em campanhas eleitorais, capaz de cativar e manter a atenção dos eleitores. Por meio dela, muitas personalidades e políticos conseguem ganhar notoriedade e influência.

A cientista política, destaca a importância dos discursos políticos neste contexto. Segundo ela, o discurso pode se valer de problemas para atrair, mas nem sempre de forma honesta.

“Você vê o eleitorado com medo de um problema que não necessariamente é real, mas que o discurso político vai se utilizar às vezes para conseguir votos. Tudo isso faz parte dos elementos essenciais. Quando pensamos em discurso político eficaz, não estamos necessariamente falando de um discurso político honesto”, analisa a especialista.

Primeiro-ministro do Reino Unido, Winston Churchill, durante discurso com a imagem de Abraham Lincoln atrás dele (larazon/Arquivo)

Conforme explica Oliveira, é comum um discurso político que é eficaz em conseguir a atenção do eleitorado baseado em narrativas para um grupo específico, dizendo que um tipo de política pública funcionaria porque X pessoas se beneficiou disso.

“Uma coisa é você falar dados que foram importantes para elaboração de uma política pública, o que seria no caso criar a política de maneira efetiva, basear ela nesses dados, nas evidências. No entanto, muitas vezes não vai ser isso que vai convencer o eleitorado. Se você falar que uma certa porcentagem de pessoas conseguiu acessar a educação por meio dessa política X é muito diferente de você contar a história de uma pessoa específica que veio de um contexto muito privilegiado e acessou a educação”, exemplificou.

Isso também está conectado com as histórias pessoais, que são utilizadas para “tocar os eleitores”, conforme afirma a especialista.

O poder da narrativa

Parte de um discurso político é criar uma conexão emocional com o eleitorado. Políticos frequentemente alcançam isso através de anedotas e histórias pessoais que fomentam uma identificação com a população.

Lula reformulou o seu discurso dos anos 80 para se eleger presidente do país em 2022 (arquivo)

O atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, utiliza uma abordagem que enfatiza sua trajetória de vida, ressoando com muitos eleitores que compartilham experiências similares de dificuldades econômicas e sociais.

“Quando se pensa, por exemplo, no Lula, você pensa em uma pessoa que cria essa identificação, vindo de um contexto muito pobre, de fome, de falta de educação, do Nordeste, e muitos eleitores se identificam com isso. São pessoas que já passaram pela fome, e que são pessoas pobres”, exemplifica Melissa.

Nesse contexto, é observado que o discurso político é criado com base na identificação, moldados a partir da realidade e das demandas da população, o que a especialista chama de “elemento essencial de uma narrativa eficaz”.

Bolsonaro em discurso para apoiadores (Alan Santos/PR)

Em suma, Oliveira explica que as narrativas em discursos políticos mostram o poder das histórias que ressoam emocionalmente com o público. Essa estratégia continua a ser uma ferramenta importante na conquista de votos.

Populismo Penal

A cientista política aborda também um fenômeno cada vez mais presente: o Populismo Penal, descrito por ela como “a figura de um político que é paternal, que pode salvar a população”. Trata-se de um discurso e governança baseados na defesa de penas mais severas para diferentes crimes, com base no popularidade entre os eleitores.

De acordo com Melissa, no Brasil, esse fenômeno foi notável durante a presidência de Jair Bolsonaro. O ex-presidente ressaltava a questão de acabar com a criminalidade, e a legalização das armas para que as pessoas pudessem se defender.

“Tudo isso cria uma narrativa de uma coisa que não é real, quando você pensa em legalizar as armas para as pessoas se defenderem, e compara com dados de países que tem acesso a armas muito fácil, vemos muito mais violência”, destaca Melissa.

Ela ressalta que o populismo penal oferece uma solução fácil, mas não uma solução verdadeira.

“Quando olhamos para a implementação dessas políticas, vemos que elas não são eficientes, porque não são sustentáveis a longo prazo, não atacam as raízes dos problemas”, afirma a cientista política.

Conforme explica a especialista, esse fenômeno surge com o medo da população, como da criminalidade. Com isso, logo se pensa na busca por uma solução imediata, como por exemplo: diminuir a maioridade penal. Isso não vai ser eficiente em reduzir a criminalidade, mas é algo que conquista os eleitores por parecer uma solução fácil para um problema do dia a dia deles.

Para Oliveira, o que se vê no populismo penal é justamente o apelo a esse medo das pessoas, levando-as a defender uma punição mais forte.

“Essa questão não se baseia em fatos, em eficiência, mas em saber onde dói na população e onde que você tem que fornecer uma solução. Se for uma solução que parece fácil e não necessariamente eficiente, muitos políticos vão usar e propor nesses quatro anos”, evidenciou.

Redes sociais como ferramenta

As redes sociais transformaram a forma como os políticos constroem seus discursos. Diante da crescente influência das mídias sociais e novas tecnologias, a especialista também aborda como os políticos adaptam suas estratégias de oratória para diferentes plataformas e públicos.

“Antigamente, uma parte importante das campanhas políticas era na TV e continua sendo, mas hoje vemos um esforço grande de qualquer político em ganhar seguidores e engajamento nas redes sociais. Muitos políticos entram em trends e usam esse tipo de conteúdo para atrair o público mais jovem e divulgar suas plataformas”, disse Oliveira.

Essa nova dinâmica das redes sociais na política, embora tenha seus pontos negativos, também proporciona uma participação crítica e informada no processo democrático, permitindo que novas vozes e perspectivas ganhem espaço e influência.

Ela citou como positivos, a entrada de políticos jovens, provenientes de contextos fora da vida política tradicional. São pessoas que não são parentes ou filhos de políticos, mas que conseguem ganhar notoriedade por meio das redes sociais.

Além disso, tem os ativistas que não têm uma trajetória tradicional na política mas conseguem trazer questões importantes para o debate dentro das redes sociais.

Pontos negativos e fake news

A cientista política levanta as preocupações e táticas por trás dos discursos eleitorais, como as fake news. Melissa observa que alguns discursos são realizados com base em notícias falsas.

“Com as redes sociais, as notícias falsas alcançam muito mais gente, e é mais difícil saber o que é real e o que não é. Hoje em dia, com a inteligência artificial, você pode inclusive produzir vídeos de políticos dizendo discursos que eles nunca disseram, aumentando ainda mais a dificuldade do eleitor em diferenciar o real do falso”

Oliveira destaca ainda a relutância das plataformas de redes sociais em monitorar efetivamente as fake news.

“Com isso, existe cada vez mais uma dificuldade de entender o que é um discurso verdadeiro, o que é um discurso com dados falsos, e o que é um discurso completamente fabricado pelo opositor. Isso muda muito o cenário nas redes sociais”, ressalta.

Tags: BrasilDiscursoEleiçõesnarrativasPolíticaPolíticos

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