Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O governador do Amazonas, Wilson Lima, afirmou durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, 11/9, que a paralisação do transporte coletivo em Manaus não é de responsabilidade do Governo do Estado, mas sim da Prefeitura da capital.
A declaração foi dada em meio à greve dos rodoviários, iniciada no início da tarde desta quinta-feira, quando motoristas e cobradores interromperam as atividades em protesto contra o atraso no pagamento dos salários referentes ao mês de agosto.
Segundo o governador, o transporte público urbano é de competência da Prefeitura de Manaus, e a única participação do Estado nesse contexto é o pagamento da meia passagem estudantil. “Nós tentamos conversar com o Sinetram, tentamos conversar com a Prefeitura, mas eles não aceitaram o pagamento do Governo do Estado”, afirmou.
Wilson Lima destacou que o governo já acionou a Justiça e realizou o depósito em juízo no valor de R$ 19 milhões, referentes ao Passe Livre Estudantil.
Segundo ele, o objetivo é garantir o direito à gratuidade dos alunos da rede pública. “Só que, até hoje, o Sinetram não conseguiu acessar esses recursos. Sabe por quê? Porque a certidão está negativa. E aí não é responsabilidade do Estado”, ressaltou.
O governador reiterou que o Governo do Amazonas não tem vínculo com a operação do transporte coletivo urbano e que sua única responsabilidade é com os estudantes beneficiários da meia passagem. “Estamos pagando esse valor para o aluno da rede estadual de ensino. Qualquer outra afirmação além disso é especulação – e temos como provar”, completou.
Wilson Lima declarou ainda solidariedade à população de Manaus e aos trabalhadores do setor de transporte coletivo. “O Estado está à disposição para ajudar naquilo que estiver dentro das suas competências”, concluiu.
Greve dos rodoviários afeta transporte coletivo em Manaus
Motoristas e cobradores do transporte coletivo de Manaus paralisaram as atividades nesta quinta-feira, na Avenida Brasil, zona Oeste da cidade. O movimento protesta contra o atraso no pagamento dos salários, que, segundo os trabalhadores, deveriam ter sido depositados a partir do dia 5 de setembro.
A paralisação afetou diversas linhas de ônibus e causou transtornos à população que depende do serviço para se deslocar pela capital. “Tudo parado aqui”, relatou uma trabalhadora que aguardava transporte na região.






