Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um vídeo de uma audiência de custódia conduzida pela juíza Mônica Miranda, da comarca de Inhumas (GO), viralizou nas redes sociais nesta terça-feira, 9/9, chamando atenção pelo tom descontraído adotado durante a oitiva do investigado Kaique Carlos Ribeiro, suspeito de porte ilegal de arma de fogo.
Durante a audiência, a magistrada reconheceu Kaique de processos anteriores e comentou a reincidência com bom humor.
“Você aqui de novo? Estou vendo aqui, Kaique. Você de novo? Se fosse meu filho… me ajuda a te ajudar”, disse a juíza, em tom de brincadeira.
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Kaique estava acompanhado de outro investigado, identificado como Raphael Henrique. Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), a audiência se referia a um caso ocorrido em maio de 2025, em que ambos foram presos sob suspeita de porte ilegal de arma de fogo.
Ainda durante a audiência, a juíza fez outro comentário descontraído ao se referir ao advogado de defesa: “Me ajuda a ajudar o doutor, ele nem consegue dormir mais”, afirmou.
Em nota oficial, o Tribunal de Justiça de Goiás informou que não comenta manifestações de magistrados em processos específicos. O órgão destacou, no entanto, que a finalidade das audiências de custódia é verificar a legalidade da prisão, apurar possíveis maus-tratos ou tortura e assegurar o cumprimento da legislação.
“As audiências não têm por objetivo julgar o mérito da acusação”, declarou o tribunal.
Contexto da prisão
Os dois suspeitos foram presos em 14 de maio de 2025, por volta das 19h51, após a polícia receber uma denúncia de que Raphael estaria armado e planejando homicídios.
Durante a abordagem, foram encontradas armas e munições no carro e na residência de Raphael. Kaique, por sua vez, foi apontado como responsável por guardar outra pistola, apreendida em sua casa.
Ambos foram conduzidos à delegacia e, atualmente, Kaique responde ao processo em liberdade. Ele possui outras passagens pela polícia.
Repercussão nas redes sociais
O tom adotado pela juíza gerou uma série de críticas nas redes sociais. Internautas classificaram a postura como inadequada para uma autoridade judicial, afirmando que a atitude compromete a credibilidade do Judiciário. “Esse é o Judiciário brasileiro. Que comportamento o dessa juíza”, comentou um usuário.
Outra internauta criticou a suposta complacência com os suspeitos, mesmo diante dos antecedentes criminais: “A culpa do criminoso estar preso não é dos criminosos, e sim dos policiais? Esse país não tem como dar certo”, escreveu.






