Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A comerciante Denyse Moreira fez uma denúncia sobre o estado de abandono em que se encontra o Centro Histórico de Manaus, zona Sul da cidade. A denúncia foi feita nessa quinta-feira, 24/7, nas redes sociais.
Proprietária de uma loja no Centro, Denyse Moreira afirma que uma espécie de cracolândia está se formando no local, onde muitas pessoas em situação de rua e usuários de drogas estão se instalando. “Estou no meu lugar de fala como comerciante e a gente tem visto esse movimento no Centro“, destacou.
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A vendedora destaca ainda que a situação de abandono da região é complicada para quem trabalha no local e para o ramo turístico. Ela ressalta que essas pessoas estão formando verdadeiros acampamentos no entorno. “Eu gostaria de fazer esse apelo aqui para que alguma providência seja tomada”, ressalta.
Na publicação, a comerciante informa que a presença constante de pessoas em situação de rua sob efeito de drogas nas imediações de sua loja vem comprometendo a segurança de quem trabalha, visita e vive no Centro. “Infelizmente, o que tenho presenciado é abandono e insegurança“, aponta.
Internautas prestaram apoio à Denyse Moreira que compartilham da mesma opinião de que o Centro Histórico de Manaus necessita de um maior cuidado e segurança, destacando que o poder público não tem interesse em resolver os problemas que giram em torno da região. “Infelizmente o Centro de Manaus se tornou um triste cenário de terra arrasada”, sinaliza.
Em nota ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, a Secretaria Municipal da Mulher Assistência Social e Cidadania (Semasc) informou que no primeiro semestre de 2025 foram realizadas sete ações integradas interinstitucionais com outros órgãos da esfera municipal, estadual e judiciária, como parte de uma estratégia para atuação em territórios com maior vulnerabilidade, como o Centro Histórico.
“A secretaria reitera seu compromisso com o cuidado, acolhimento e reintegração social da população em situação de rua“, contou.
A reportagem também solicitou informações sobre a atuação da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas no local, mas não houve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.






